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Serviços de inteligência do Reino Unido e a organização policial internacional Interpol manifestaram-se nesta quinta-feira (21/8) a respeito da morte de James Foley. O jornalista norte-americano foi executado por jihadistas do Estado Islâmico, em vídeo que rodou o mundo na última quarta-feira (20/8).

Segundo a AFP, Ronald Noble, secretário-geral da Interpol, afirmou que a ação do Estado Islâmico "deixa patente a magnitude da depravação em sua campanha de terror na Síria e no Iraque". Ele também enfatizou a "necessidade de uma resposta multilateral contra a ameaça do terror de combatentes radicalizados transnacionais que se deslocam nas zonas de conflito no Oriente Médio".


Para autoridades inglesas, como o serviço de inteligência MI6 e o corpo policial Scotland Yard, o caso merece atenção especial: o "carrasco" de Foley que aparece no vídeo fala inglês com sotaque britânico. Segundo a BBC, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, afirmou que é "cada vez mais provável" que o suposto assassino seja da Inglaterra, mas acrescentou que a hora não é para "reações de reflexo".

Segundo o Guardian, o primeiro nome do suposto executor seria "John" e ele pode ser morador de Londres, conforme investigações preliminares dos serviços de segurança do Reino Unido. A Polícia Metropolitana britânica alerta ainda que assistir, baixar ou divulgar o vídeo da morte de Foley pode ser considerado crime no país, de acordo com as leis de terrorismo locais.

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