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Publicado em Terça, 02 Setembro 2014 17:32
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O Sindicato dos Jornalistas do DF oficiou as empresas de comunicação e as secretarias de Segurança Pública e de Comunicação do DF sobre a importância de garantir a segurança dos jornalistas durante a cobertura de 7 de setembro. A iniciativa se soma a todas as atividades desenvolvidas pela entidade em prol da defesa da liberdade de expressão e de imprensa e em repúdio a qualquer tipo de agressão cometida contra os jornalistas. 

Nos documentos, a entidade relembrou a violência praticada contra os profissionais durante a cobertura dos protestos no feriado da Independência de 2013. Ao todo, doze jornalistas sofreram com a ação truculenta da polícia no DF, quando os profissionais foram agredidos por policiais com cassetete, balas de borracha, gás de pimenta, gás lacrimogênio e até mesmo perseguidos por cães.

À época, além de lançar uma carta de repúdio, o Sindicato solicitou a apuração dos casos ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar. A diretoria da entidade também participou de várias reuniões com a secretaria de segurança do DF, realizou debate sobre o tema com a participação de jornalistas que foram agredidos e alertou os donos das empresas sobre a importância do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos profissionais (Leia mais sobre o caso aqui).

Atuação junto ao GDF

No ofício direcionado às autoridades do GDF, o Sindicato reafirmou seu repúdio ao uso de quaisquer armas que ponham em risco a vida e integridade física dos cidadãos. A entidade também ressaltou a importância da compreensão, por parte das forças policiais, do trabalho dos profissionais de comunicação.

Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF, afirma que foi possível ver uma nova realidade da atuação da polícia no DF durante a cobertura dos protestos da Copa do Mundo. “Não houve incidentes e o trabalho da imprensa foi respeitado e garantido”, diz.

Empresas de Comunicação

Em ofício enviado às empresas de comunicação da capital, o Sindicato voltou a reivindicar um conjunto de medidas de segurança aos empresários. Entre elas, o fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPIs), a oferta de treinamento para o uso destes equipamentos e para a atuação em coberturas de risco, a contratação de auxiliares para todas as equipes de TV e a garantia ao profissional do direito de se retirar da pauta caso identifique que a situação se tornou perigosa. Confira abaixo todos as reivindicações:

1) O cumprimento das recomendações oficiadas pelo Ministério Público do Trabalho acerca da temática da segurança dos jornalistas (veja aqui );

2) O cumprimento das medidas apontadas no ofício enviado pelo SJPDF no dia 11 de fevereiro de 2014;

3) Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);

4) Oferta de treinamento e orientação para o uso dos EPIs e para a atuação em situações de risco;

5) Designação obrigatória de auxiliares em equipes de TV;

6) Garantia do direito aos profissionais de se retirarem do local se identificarem riscos à sua integridade física;

7) Garantia de assessoria jurídica para profissionais que eventualmente sofram alguma agressão ou tenham problema com agentes do Estado;

Legenda: Repórter fotográfica Monique Renne, do Correio Braziliense, alvejada por spray pimenta nos olhos. Foto: FábioBraga/FolhaPress

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