O PL 6781/10, que trata da aposentadoria especial para repórteres de imagem, batizado como Lei Santiago Andrade, foi retirado da pauta da Câmara dos Deputados no dia 27/4 por causa do requerimento do deputado Arolde de Oliveira, do PSD/RJ. Nele, o parlamentar requer a revisão do despacho inicial aposto ao PL para que seja incluída a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática no rol de Comissões Permanentes que devem manifestar-se sobre o mérito da proposição.
A aposentadoria especial para jornalistas de imagem é uma das bandeiras de luta defendida pelo Sindicato dos Jornalistas do DF desde quando a matéria entrou em tramitação. O projeto prevê a aposentadoria após 30 anos de serviços prestados para os jornalistas de imagem e uma folga semanal a cada 14 dias, desde que tenham realizado nesse período pelo menos um trabalho externo.
No ano passado, uma reunião com Henrique Alves, ex-presidente da Câmara dos Deputados, ocorreu por causa de uma articulação específica do SJPDF junto a alguns deputados. A diretoria do Sindicato reforça que é importante a categoria se manter unida e mobilizada para dar continuidade na incidência política junto aos parlamentares.
Segundo Alan Marques, diretor do Sindicato dos Jornalistas do DF, a aprovação do projeto garante maior segurança para os profissionais que estão na linha de frente das coberturas, que são repórteres cinematográficos e fotográficos. “A categoria precisa se unir, caso contrário teremos várias derrotas dentro da Câmara. Qualquer sinal de movimentação na tramitação é importante para que possamos fazer atos dentro do Congresso. Nós somos responsáveis pela produção das principais imagens dentro das duas casas legislativas e temos que usar isso como força na ora de nos articularmos”, afirma Marques.