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Na última sexta-feira, 8/5, jornalistas do DF participaram do dia nacional de mobilização contra as demissões, contra a precarização, contra práticas antissindicais. No DF, o ato marcou também a luta por uma Convenção Coletiva que garanta ganho real, piso decente e mais direitos. Os patrões insistem em oferecer um reajuste abaixo da inflação e a retirada de garantias já conquistadas pela categoria (veja mais abaixo).

Os jornalistas foram convidados a vestir preto e participar da mobilização em suas redes sociais. Com a hastag #‎jornalistasmobilizadosDF, vários profissionais publicaram fotos e compartilharam as imagens nas comunidades das categorias. Parte dos colegas também mostrou placas com dizeres de apoio à campanha. 

"A categoria respondeu positivamente ao chamado. Foi uma nova demonstração de que os jornalistas não aceitam os que as empresas estão colocando na mesa, em especial o 'pacote de maldades' que visa atacar itens históricos da convenção", afirma Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.

Diretores do SJPDF visitaram as principais redações do DF falando sobre a situação da campanha, em especial a falta de avanço nas propostas das empresas e para a dificuldade na negociação da Campanha Salarial deste ano.

O dia foi concluído com uma nova assembleia. A categoria rejeitou mais uma vez a proposta patronal. Para dar continuidade às negociações, foram realizadas duas alterações: o pleito do reajuste saiu de 5% para 4% mais o índice do INPC e o adicional de horas-extras foi de 100% para 90% (confira a proposta completa abaixo).

"O argumento das empresas na mesa foi que não havia mudança efetiva na proposta anterior dos trabalhadores. Agora vamos ver se elas estão ou não dispostas de fato a avançar na negociação retirando os ataques aos nossos direitos ou se era apenas uma desculpa", afirma Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF.

Retrocesso

As empresas querem repassar o reajuste a partir da assinatura, e não data data-base, o que na prática acaba com a lógica de que os trabalhadores têm direito aos ganhos de uma negociação a partir de marco. Como a data-base da categoria é em 1º de abril, todos os anos, independentemente de quando é finalizada a negociação, os jornalistas têm o direito aos reajustes retroativos a este mês. Outras duas pautas graves das empresas são o pleito de dividir o reajuste (4% na assinatura e 1% três meses depois) e o pagamento proporcional para quem foi admitido após 1o de abril de 2014. Segundo esta cláusula, só receberiam a integralidade do reajuste e demais benefícios quem já estivesse na empresa antes dessa data.

O principal item de reivindicação dos trabalhadores é o reajuste salarial. A pauta prevê ganho real de 4% mais a reposição inflacionária segundo o INPC. No entanto, a contraproposta apresentada pelos patrões prevê um reajuste de 6%, abaixo da inflação acumulada a ser anunciada em abril visto que em março o valor alcançou 8,13%.

"O Dieese mostra que de cerca de 100 negociações coletivas deste ano, mais de 80% tiveram ganho real e uma parte ínfima resultou em ganhos abaixo da inflação. Não ignoramos as dificuldades financeiras, mas a categoria não aceitará retrocessos", diz Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

  Pauta dos trabalhadores Propostas dos patrões
Reajuste Salarial 4% + INPC 6%
Piso R$ 2.700  R$ 2.226
PLR 45% da remuneração
Teto - R$ 3.000 
Piso - R$ 2.500
35% do salário-base
Teto - R$ 2.650
Piso - R$ 1.700
Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 480 por mês.
Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição
Mínimo de R$ 220 no mês da assinatura da CCT e R$ 240 90 dias depois
Auxílio-creche Mínimo de R$ 550 e reposição segundo INPC Reajuste de 8% (R$ 410,40)
Seguro de vida  Mesmo valor do reajuste salarial Reajuste de 8% (4% na assinatura e 4% em 90 dias)
Cláusulas-extras

1) Horas-extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida; 

2) Licença-maternidade de 180 dias; 

3) Adicional para quem produz para mais de um veículo, sendo 20% para situações ocasionais e 35% para situações habituais.

- Sugerem a retirada das cláusulas adicionais da mesa de negociação

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