A assessoria do Sindicato dos Jornalistas do DF conversou com a repórter fotográfica Zuleika de Souza para entender melhor a proposta da exposição “Chão de Flores”, que foi aberta em 9/5 no Centro Cultural Banco do Brasil (veja mais aqui). A mostra conta com 56 fotos que evidenciam a beleza, a simplicidade e a estética da arquitetura das periferias do Distrito Federal, que muitas vezes são invizibilizadas. A artista registrou as residências, muros, paredes, grafites de uma Brasília que não se encontra nos cartões postais. A exposição ficará no CCBB até 29/7 (Confira abaixo a entrevista completa).
Zuleika é repórter fotográfica do Correio Braziliense desde 1991. Antes de atuar neste veículo ela trabalhou no Jornal do Brasil, Ágil Agência de Fotojornalismo, Jornal de Brasília e Revista Excelência. Atuou para as revistas Istoé, Veja , Senhor, Manchete, Claúdia, Casa Claúdia e Vogue. Atualmente assina no Jornal Correio Braziliense a coluna Photo & Grafia Livros e Exposições. Participou do Projeto que documentou o processo constituinte de 1988 e resultou em um livro. Participou de livros como “Alfabetização Solidária” e “100 fotógrafos brasileiros nos 500 anos do Brasil”. Outras duas exposições individuais da fotógrafa são: “Deusas no Teatro Nacional” e “Um olhar sobre a Moda Brasileira”. Em 1995 ganhou o Prêmio Esso na categoria econômica e em 1994 abocanhou o troféu do Prêmio Fiat Allis de Jornalismo Econômico.
SJPDF: Essa é a primeira vez que você faz fotos de arquitetura?
Zuleika: Esse é um trabalho que eu venho fazendo desde 2008 e o Correio já publicou duas séries com algumas das fotos da exposição.
SJPDF: Como surgiu a ideia de fotografar a arquitetura das moradias de Brasília?
Zuleika: Antes as casas eram de projetos populares ou barracos muito pobres, mas com o aumento de renda das pessoas, depois de 2008, as casas começaram a melhorar e ficaram coloridas e as pessoas têm mais dinheiro para cuidar das suas casas e soltar a criatividade.
SJPDF: As imagens foram feitas em que período e em que regiões do DF?
Zuleika: Em quase todo o Distrito Federal. Eu comecei em 2008 e ainda faço no Instagram uma mostra online. Por onde passo faço fotos e posto com a #expochaodefloresccbb meu instagram @zuleikas
SJPDF: Sobre as imagens expostas, o que realmente elas mostram?
Zuleika: A criatividade do povo e o amor que as pessoas têm por onde moram.
SJPDF: Durante a produção das imagens o que mais te impressionou?
Zuleika: Nenhum fato marcante. Só agora com a exposição algumas pessoas se emocionando quando reconhecem suas regiões, isso me emociona.
SJPDF: Sobre o público, como tem sido o retorno da sociedade?
Zuleika: Fiquei surpresa, tem sido muito boa e emocionante, achei que seria um tema difícil, mas acredito que o expográfico do Ralph Gehre fez um aconchego e as pessoas estão se sentindo acolhidas.
SJPDF: Se você tivesse que nos dizer o que significa fotografar para você, como nos diria em poucas palavras.
Zuleika: Que é muito bom e o melhor é as pessoas que conhecemos.