PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

A consulta às redações para avaliar a última proposta patronal da Campanha Salarial terminou com uma negativa da categoria. Em ampla posição, os profissionais disseram não às duas opções colocadas na mesa pelo Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF (veja abaixo). 

Os patrões ofereciam, nas duas opções, um reajuste abaixo da inflação, de 6,5%. Sendo que na primeira proposta o recebimento do reajuste seria parcelado ( 4% retroativo à data-base mais 2,5% em até 120 dias) e na segunda opção ele seria pago em parcela única (confira abaixo as propostas dos trabalhadores e dos patrões). A oferta patronal retirava dois problemas centrais da negociação: o fim do retroativo para o reajuste salarial e o aumento proporcional para quem entrou após 1o de abril de 2014. Mas manteve uma questão fundamental muito criticada pela categoria nas consultas: o índice bem abaixo da reposição inflacionária. 

Segundo Wanderlei Pozzembom, a negativa da categoria mostra uma grande insatisfação. “Passamos nos principais veículos do DF. Durante a consulta, os trabalhadores demonstraram a determinação de brigar pela reposição do índice inflacionário que é de 8,42%. Se os patrões não se mobilizarem a negociação ficará emperrada”, afirma.

Proposta dos trabalhadores

A proposta dos trabalhadores aprovada ajustou o pleito do reajuste para 11,42% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 8,42%, mais 3% de ganho real, contra 4% na versão anterior). O piso reivindicado saiu de R$ 2.700 para R$ 2.600. "Estamos ao mesmo tempo lutando pelo que a categoria considera justo e nos aproximando para tentar viabilizar um acordo. No entanto, o movimento tem que ser feito do lado das empresas, saindo desse quadro de oferta de reajuste abaixo da inflação", defende Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF. 

Próximos passos

A reunião com o Sinterj/DF deve ocorrer no início da próxima semana. A diretoria do Sindicato dos Jornalistas defende que as empresas apresentem uma nova proposta para dar seguimento à negociação. Um novo dia de mobilização deve ser marcado para a semana que vem ou a próxima. "Foi a mobilização que garantiu a retirada de parte do pacote de maldades da mesa. Mas as empresas afirmam que não irão chegar ao índice inflacionário no reajuste. Isso é muito preocupante. Por isso precisamos ampliar a pressão", diz Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.

Para Gésio Passos, diretor do SJPDF, é muito importante que a categoria participe das assembleias. "Estamos afunilando a negociação mas em uma situação complexa. A estratégia tem que ser pensada por toda a categoria, para que tenhamos unidade na Campanha. E a assembleia é o momento privilegiado para isso", comenta. 

Proposta das empresas REJEITADA

1ª Opção 2ª Opção
Reajuste Salarial 6,5% (parcelado, sendo 4% retroativo à data-base e 2,5% em até 120 dias)
OBS: retroativo será pago em até 2 parcelas, nas folhas de pagamento dos 2 meses subsequentes
6,5% (em parcela única)
OBS: retroativo será pago em até 2 parcelas, nas folhas de pagamento dos 2 meses subsequentes
Piso R$ 2.230, retroativo à data-base R$ 2.240, retroativo à data-base
PLR Teto - R$ 2.710 (8,4%)  
Piso - R$ 1.740 (8,75%)
Valor Único de R$ 1.000
Auxílio-alimentação R$ 240 (a partir do mês da assinatura da CCT) R$ 220 (a partir do mês da assinatura da CCT)
Auxílio-creche e seguro de vida Reajuste de 8,42% (a partir do mês da assinatura da CCT) Reajuste de 8,4% (a partir do mês da assinatura da CCT)
Cláusulas-extras Sugestão de retirada Sugestão de retirada


Proposta dos trabalhadores APROVADA

Reajuste Salarial

INPC + 3%

Piso

R$ 2.600 

PLR

Teto - R$ 2.900  

Piso - R$ 2.400

Auxílio-alimentação

Mínimo de R$ 480 por mês.

Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição

Auxílio-creche

Mínimo de R$ 550 e reposição segundo INPC

Seguro de vida 

Mesmo valor do reajuste salarial

Receber notícias

Acesse o Site