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A reunião de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas do DF 2015/2016 realizada nessa segunda-feira, 15/6, terminou sem novidades. As empresas informaram que rejeitaram a contraproposta laboral aprovada após a segunda consulta às redações, mas não levaram para a mesa uma nova versão da sua pauta. 

Na última consulta às redações, realizada entre 2 e 8 de junho, os jornalistas participantes rejeitaram em ampla maioria as duas opções oferecidas pelo Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF (Sinterj-DF). A negativa se deu, principalmente, pelos patrões oferecerem um reajuste abaixo do INPC de abril (8,42%), de 6,5% nas duas ofertas. Na primeira opção, o recebimento do reajuste seria parcelado ( 4% retroativo à data-base mais 2,5% em até 120 dias). Já na segunda opção ele seria pago em parcela única. No entanto, os patrões cortariam boa parte do valor da Participação nos Lucros e Resultados, que seria de R$ 1.000.

Na consulta, foi aprovada contraproposta laboral pedindo um reajuste de 11,42% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 8,42%, mais 3% de ganho real, contra 4% na versão anterior). O piso reivindicado saiu de R$ 2.700 para R$ 2.600 (confira abaixo as propostas dos trabalhadores e dos patrões).

Sem avanços

Na reunião, os representantes do Sinterj-DF voltaram a afirmar a dificuldade de ir além do que foi colocado na mesa. Eles afirmaram que só poderão apresentar uma contraproposta para a categoria depois de realizar nova assembleia com os patrões. Os representantes do SJPDF criticaram a ausência da contraproposta. "Mesmo com uma situação beirando o impasse, mantivemos novas contrapropostas no sentido de buscar avançar na negociação. Esforço que não vimos do outro lado", diz Renata Maffezoli, coordenadora administrativa do SJPDF e uma das diretoras presentes à reunião. 

Os representantes do Sindicato dos Jornalistas informaram às empresas que receberam apelos de colegas de redações importantes pedindo o fechamento do acordo, mas sem abrir mão da reposição inflacionária. "Colocamos que estamos dispostos a fazer exercícios, inclusive com o índice, mas quem decide é a categoria em assembleia e nas consultas. As empresas queriam que rebaixássemos mais nossa proposta. Mas destacamos que o exercício não pode ser feito de um lado só. O Sinterj-DF deve mostrar o que pode oferecer de fato para que não caiamos em impasse", pontua Marcos Urupá, diretor do Sindicato também presente no encontro. 

“Para se ter noção a inflação acumulada dos meses de janeiro a maio deste ano já está em 5,34%. Os patrões estão oferecendo um reajuste de 6,5%. Em abril o índice fechou em 8,42% e em maio em 8,93%. É inadmissível trabalhar com um índice tão baixo. Fica claro que o prejuízo maior cairá no bolso do trabalhador”, afirma Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF.

Próximos passos

A próxima mesa de negociação ficou marcada para o dia 26/6. Depois de apresentada a contraproposta dos patrões, o SJPDF marcará uma nova assembleia para apresentar a contraproposta dos patrões e definir os próximos passos da negociação.

Proposta dos trabalhadores APROVADA na segunda consulta

Reajuste Salarial INPC + 3%
Piso R$ 2.600 
PLR

Teto - R$ 2.900  

Piso - R$ 2.400

Auxílio-alimentação

Mínimo de R$ 480 por mês.

Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição

Auxílio-creche Mínimo de R$ 550 e reposição segundo INPC
Seguro de vida  Mesmo valor do reajuste salarial

Proposta das empresas REJEITADA

  1ª Opção 2ª Opção
Reajuste Salarial 6,5% (parcelado, sendo 4% retroativo à data-base e 2,5% em até 120 dias)
OBS: retroativo será pago em até 2 parcelas, nas folhas de pagamento dos 2 meses subsequentes
6,5% (em parcela única)
OBS: retroativo será pago em até 2 parcelas, nas folhas de pagamento dos 2 meses subsequentes
Piso R$ 2.230, retroativo à data-base R$ 2.240, retroativo à data-base
PLR Teto - R$ 2.710 (8,4%)  
Piso - R$ 1.740 (8,75%)
Valor Único de R$ 1.000
Auxílio-alimentação R$ 240 (a partir do mês da assinatura da CCT) R$ 220 (a partir do mês da assinatura da CCT)
Auxílio-creche e seguro de vida Reajuste de 8,42% (a partir do mês da assinatura da CCT) Reajuste de 8,4% (a partir do mês da assinatura da CCT)
Cláusulas-extras Sugestão de retirada Sugestão de retirada

 

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