O caso aconteceu na noite da última quinta-feira, 2, quando um post com a foto da profissional na fan page do noticiário recebeu comentários pejorativos de internautas. “Não tenho TV colorida para ficar olhando essa preta, não”, publicou um usuário na rede social. "Só conseguiu emprego no 'Jornal Nacional' por causa das cotas. Preta imunda", dizia outro.
A publicação recebeu mais 19 mil comentários e ganhou repercussão na web, com diversas personalidades demonstrando apoio à profissional por meio da hashtag #SomosTodosMaju. A equipe do ‘Jornal Nacional’ gravou vídeo para repudiar as ofensas e mostrar solidariedade a Maria Júlia.
Para chegar aos suspeitos, a polícia rastreia as mensagens ofensivas. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), instaurou inquérito para investigar o crime de prática de discriminação ou preconceito de raça.
As buscas continuam para identificar outros envolvidos. Os dados cadastrais e números de IPs já foram solicitados ao Facebook. A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos, além de multa. O adolescente pode responderá por ato infracional, podendo ser submetido a medidas socioeducativas, a critério da Justiça da Infância e da Juventude.