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Na próxima quinta-feira, 16/7, haverá novo dia de mobilização da Campanha Salarial 2015. A iniciativa foi aprovada em assembleia realizada no dia 6/7. O objetivo é pressionar as empresas a dar continuidade à negociação salarial e a acolher as demandas dos trabalhadores. O sindicato patronal ofereceu proposta com reajuste de 7% nas cláusulas econômicas (contra inflação de 8,42%), retroativo do aumento salarial pago até janeiro de 2016 e auxílio-alimentação com mínimo de R$ 240 no mês da assinatura e R$ 260 em janeiro do ano que vem (veja mais abaixo). Ela foi derrotada em assembleia seguida de consulta à categoria na última semana.

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O dia de mobilização será marcado por visitas às redações e campanha nas redes sociais. Os jornalistas são convidados a vestir preto, registrar em foto e divulgar na página do evento ou na página do Facebook do SJPDF (www.facebook.com/SJPDF). Faixas serão afixadas próximas aos locais de trabalho para divulgar a luta dos jornalistas contra a tentativa de rebaixamento dos salários e de paralisação da negociação. 

"Neste momento de impasse, é preciso combinar todas as estratégias. Sem mobilização e pressão nem a via judicial resolverá. Por isso este é uma oportunidade para cobrarmos que as empresas entendam o pleito da categoria de assegurar a sua reposição inflacionária nos salários e não ver seus benefícios rebaixados", destaca Renata Maffezolli, coordenadora-administrativa do SJPDF. 

Impasse 

Na última reunião de negociação, realizada no dia 26/6, as empresas entregaram a proposta com 7% de reajuste e afirmaram que se ela não fosse aprovada nova reunião só ocorreria em 120 dias salvo "novo fato relevante". A oferta foi rejeitada por 329 dos 488 jornalistas votantes (67,5%), tendo recebido 142 votos a favor (29%) e 17 em branco (3,5%) votaram em branco. A consulta também aprovou a reafirmação da útima versão da pauta entregue na reunião do dia 26/6, que prevê reajuste salarial de INPC (8,42%) + ganho real de 1,75%, piso salarial de R$ 2.500, participação nos lucros e resultados com teto de R$ 2.900 e piso de R$ 2.400 e auxílio-alimentação com o mínimo R$ 440 (veja abaixo).

A diretoria do SJPDF não aceitou a ameaça, posição que foi manifestada por boa parte da categoria que participou da assembleia e da consulta. O sindicato patronal foi oficiado com o resultado da assembleia com o pedido de nova reunião para dar continuidade às negociações. Para pressionar pelo avanço no processo serão adotadas de forma combinada estratégias de mobilização e no campo jurídico. 

Dissídio Coletivo

A categoria aprovou também na consulta anuência para pedido de dissídio coletivo junto à Jutiça do Trabalho. O SJPDF entrará inicialmente com o pedido de mediação no Tribunal Regional do Trabalho. Em se confirmando impasse, protocolará pedido de dissídio coletivo. Esse instrumento é um tipo de ação ajuizada pelas entidades sindicais que visa solucionar questões que não tiveram avanços nas negociações diretas entre os trabalhadores e empregadores. Para que seja julgado, precisa da anuência das duas partes. No entanto, o sindicato patronal já informou que não concordará com o pedido. Mesmo assim, o pleito apresentado na assembleia foi de protocolar o pedido mesmo sem anuência patronal, com o argumento de que o impasse provocado pelas empresas justificaria a resolução no âmbito da Justiça do Trabalho. Será solicitada também que o Tribunal Regional do Trabalho medie a negociação. 

Veja mais sobre dissídio coletivo aqui

Campanha de desinformação

A mobilização também visa enfrentar a campanha de desinformação de empresas durante a negociação. Durante a consulta às redações, a diretoria tomou conhecimento de que alguns colegas estariam disseminando informações falsas e distorcidas sobre o processo. O sindicato também obteve informações que estaria havendo pressão junto a jornalistas de algumas redações com ameaça, inclusive de demissão, caso fosse aprovada a proposta dos trabalhadores. 

VEJA A ÍNTEGRA DO ÚLTIMO DOCUMENTO DAS EMPRESAS

  Proposta dos Trabalhadores Proposta dos patrões derrotada
Reajuste Salarial INPC + 1,75% 7 % (retroativo pago de forma parcelada até janeiro de 2016)
Piso R$ 2.500 R$ 2.247 retroativo à data-base
PLR

Teto R$ 2.900

Piso - R$ 2.400

Teto R$ 2.675 (7%)

Piso $ 1.712,00 (7%)

Auxílio-alimentação R$ 440 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 240 no mês da assinatura da CCT e R$ 260 em janeiro de 2016.
Auxílio-creche Mínimo de R$ 550 e reposição segundo INPC Reajuste de 7%, (a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida Mesmo valor do reajuste salarial Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     
Três cláusulas adicionais

Horas-extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo

 

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