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Publicado em Quarta, 15 Julho 2015 18:20
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Nesta quinta-feira os jornalitas do Distrito Federal promovem o segundo dia de mobilizaçao da Campanha Salarial 2015. O objetivo é pressionar as empresas a destravar as negociações e a acolher as demandas dos trabalhadores. Estes brigam por reposição inflacionária mais ganho real de 1,75%, piso de R$. 2.500, auxílio-alimentação com mínimo de R$ 440 e outras cláusulas. As empresas oferecem 7% em todas as cláusulas e mínimo de R$ 240 no auxílio alimentação, oferta que afirmam ser o limite. Elas impuseram um impase e a paralisação da negociação por quatro meses (saiba mais aqui).

O dia de paralisação vai envolver uma movimentação nas redes sociais e visitas da diretoria do Sindicato dos Jornalistas às redações. Para participar, o jornalista deve:

- Vestir preto
- Registrar em foto 
- Publicar com a hashtag #jornalistasmobilizadosDF nos seus perfis, no evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/414054092128820/) ou na página do SJPDF no Facebook (https://www.facebook.com/SJPDF).

Manifesto

Um manifesto foi elaborado para divulgar a luta dos jornalistas no DF. Veja a íntegra abaixo. 

Jornalistas Mobilizados no DF por piso decente, aumento digno e contra o rebaixamento de salários

Não pagaremos a conta da crise e dos erros econômicos e políticos dos patrões. 
Conclamamos toda a categoria a se mobilizar e a chamamos o apoio de toda a sociedade e das demais categorias de trabalhadores à nossa luta

            As negociações em torno da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas 2015/2016 do Distrito Federal estão marcadas por dificuldades desde fevereiro, quando o Sindicato dos Jornalistas protocolou a pauta de reivindicações. Sem avanços significativos, a última proposta apresentada pelos patrões prevê reajuste salarial de 7%, índice abaixo da inflação (8,42%) e retroativo pago de forma parcelada até janeiro de 2016. O impasse nas negociações deste ano está na reposição inflacionária e em outras cláusulas cuja oferta patronal ainda não chega ao INPC de referência da data-base, 1o de abril.

            A atual reivindicação da categoria, que vem cedendo desde o início na tentativa de resolver o impasse, é o INPC (8,42%) mais 1,75% de ganho real, piso salarial de 2.500, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) com teto de R$ 2.900,00 e piso de R$ 2.400,00, auxílio-alimentação com mínimo de R$ 440,00, licença maternidade 180 dias e outros itens aprovados na última assembleia da campanha salarial. O lado laboral já sinalizou a possibilidade de avançar para um acordo a partir da reposição inflacionária nos salários. Mas as empresas têm argumentado que a crise econômica impossibilita chegar ao índice da inflação no reajuste salarial.

            Mas dados do  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que apesar da situação difícil de setores produtivos, os acordos fechados seguem com maioria absoluta de ganho real e reposição inflacionária. Em 2015, em um painel de 131 negociações no Brasil 81% conseguiram resultados com ganhos reais e somente 10% fecharam abaixo da reposição inflacionária. Outro argumento das empresas é que o DF tem uma situação especial em razão das dificuldades de pagamento do GDF. Mesmo assim, o Dieese sinaliza que os acordos fechados neste ano na Capital corroboram a tendência de ganhos reais, apesar de serem mais tímidos do que nos anos anteriores.

            Em relação especificamente à categoria dos jornalistas, no DF os patrões estão na contramão do que vem sendo negociado em alguns outros estados, onde, apesar dos argumentos de crise do país, a reposição tem sido assegurada. No Espírito Santo, os reajustes salarial e do piso ficaram em 8,34%, percentual da inflação acumulado no período. A campanha salarial dos jornalistas de Santa Catarina fechou com ganho real de 2,18% parcelado.

            Com a disposição de manter e intensificar a luta, a última consulta às redações para avaliar a proposta patronal terminou com mais uma negativa da categoria. Dos 488 jornalistas votantes, 329 (67,5%) foram contra a oferta das empresas, 142 (29%) se manifestaram a favor e 17 (3,5%) votaram em branco. A maioria dos jornalistas, 276, disse sim para o pedido de dissídio coletivo.

            Além de ser marcada pela falta de avanço nas negociações das propostas econômicas, o impasse da Campanha Salarial 2015 também se dá pela negação dos patrões de resolver a questão por meio da mediação do Ministério Público do Trabalho ou do Tribunal Regional do Trabalho ou mesmo pelo dissídio coletivo. Na última reunião, os empresários também afirmaram que se a proposta patronal não fosse aprovada eles só voltariam a fazer uma nova reunião em 120 dias, tentando paralisar, assim, as negociações. A diretoria do SJPDF, em consonância com os anseios da categoria, não aceita a ameaça e já encaminhou ofício ao sindicato patronal informando sobre o resultado da assembleia e solicitando nova reunião.

             Nesta quinta-feira (16), promovemos mais um dia de lutas dos jornalistas do DF por avanços nas negociações. Conclamamos toda a categoria a participar das nossas mobilizações, ao mesmo tempo em que reivindicamos também o apoio de toda a sociedade e das demais categorias de trabalhadores à nossa luta.

#JornalistasMobilizadosDF por ganho real e piso decente e para avanças nas conquistas!

 

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