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Publicado em Quinta, 16 Julho 2015 19:21
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Jornalistas de todo o Distrito Federal vestiram preto nesta quinta-feira, 16/7, no dia de mobilização da Campanha Salarial 2015. Trabalhadores vestiram preto, registraram em foto e publicaram nas redes sociais, compartilhando na página do evento e na página do Sindicato dos Jornalistas no Facebook.

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Depoimentos

Em várias fotos e publicações, jornalistas deixaram mensagens de apoio à Campanha. "O salário deve ser compatível com a importância social e com a qualidade dos jornalistas. Por um piso salarial digno!", escreveu Renato Souza. "Contra a precarização da profissão! A luta é nacional!", afirmou Michele Portela, assessora de imprensa de parlamentar na Câmara dos Deputados. "Contra a precarização. Jornalista é trabalhador e ponto final", pontuou Flavia Azevedo, consultora em mídias sociais. "Hoje eu visto preto em apoio à luta dos jornalistas do DF, basta de perseguição aos nossos direitos", falou Gustavo Henrique Vidal, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, que enviou vídeo em apoio ao dia. 

Visitas

A diretoria visitou as redações da TV Brasília, Rede Record, Globo, SBT, CBN, TV e Rádio Justiça, Estado de S. Paulo, Jornal de Brasília e Correio Braziliense. Na TV Band e Rádio Bandews o pedido de visita foi negado. Diretores também foram aos comitês de imprensa da Câmara e do Senado. O Sindicato também recebeu imagens de diversos locais de trabalho, como o Comitê do Palácio do Planalto, a assessoria do Conselho da Justiça Federal, a assessoria do Tribunal Regional Federal da 1a Região, a TV Brasil, o Portal EBC e a AP Vídeo. "Foi importante a mobilização da categoria. Isso mostra às empresas a disposição para brigar por nossos direitos", avalia Leonor Costa, coordenador-geral do SJPDF.

Pressão

O objetivo do Dia de Mobilização foi pressionar as empresas a dar continuidade à negociação salarial e a acolher as demandas dos trabalhadores. O sindicato patronal ofereceu proposta com reajuste de 7% nas cláusulas econômicas (contra inflação de 8,42%), retroativo do aumento salarial pago até janeiro de 2016 e auxílio-alimentação com mínimo de R$ 240 no mês da assinatura e R$ 260 em janeiro do ano que vem (veja mais abaixo). A entidade afirmou que se ela não fosse aprovada nova reunião só ocorreria em 120 dias salvo "novo fato relevante". 

A oferta foi rejeitada na assembleia seguida de consulta realizada no início de julho por 329 dos 488 jornalistas votantes (67,5%), tendo recebido 142 votos a favor (29%) e 17 em branco (3,5%). A consulta também aprovou a reafirmação da última versão da pauta entregue na reunião do dia 26/6, que prevê reajuste salarial de INPC (8,42%) + ganho real de 1,75%, piso salarial de R$ 2.500, participação nos lucros e resultados com teto de R$ 2.900 e piso de R$ 2.400 e auxílio-alimentação com o mínimo R$ 440 (veja abaixo).

A diretoria do SJPDF não aceitou a ameaça, posição que foi manifestada por boa parte da categoria que participou da assembleia e da consulta. O sindicato patronal foi oficiado com o resultado da assembleia com o pedido de nova reunião para dar continuidade às negociações. Para pressionar pelo avanço no processo serão adotadas de forma combinada estratégias de mobilização e no campo jurídico. "A oferta do sindicato patronal no DF é a pior entre as negociações fechadas e em andamento de jornalistas de todo o país. Não ignoramos a crise nem as dificuldades financeiras, mas não pode ser o trabalhador que irá pagar a conta", pondera Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do Sindicato. 

Dissídio Coletivo

A categoria aprovou também na consulta anuência para pedido de dissídio coletivo junto à Jutiça do Trabalho. O SJPDF entrará inicialmente com o pedido de mediação no Tribunal Regional do Trabalho. Em se confirmando impasse, protocolará pedido de dissídio coletivo. Esse instrumento é um tipo de ação ajuizada pelas entidades sindicais que visa solucionar questões que não tiveram avanços nas negociações diretas entre os trabalhadores e empregadores. Para que seja julgado, precisa da anuência das duas partes. No entanto, o sindicato patronal já informou que não concordará com o pedido. Mesmo assim, o pleito apresentado na assembleia foi de protocolar o pedido mesmo sem anuência patronal, com o argumento de que o impasse provocado pelas empresas justificaria a resolução no âmbito da Justiça do Trabalho. Será solicitada também que o Tribunal Regional do Trabalho faça a mediação da negociação. 

Próximos passos

O Sindicato dos Jornalistas do DF já oficiou o sindicato patronal informando que a rejeição da pauta das empresas e a manutenção das propostas dos trabalhadores e cobrando nova reunião para dar continuidade à negociação. Ação Civil Pública reivindicando a manutenção dos efeitos das cláusulas econômicas da Convenção enquanto a negociação não terminar está sendo elaborada. Um pedido de mediação ao Tribunal Regional do Trabalho deverá ser protocolado no início da próxima semana.

Para a diretoria do SJPDF, é preciso repercutir o dia de mobilização e construir novas ações. "O destravamento e o avanço na negociação só virão com pressão. Mesmo na Justiça a prática dos tribunais é buscar um acordo, e isso só virá se as empresas sentirem a pressão dos trabalhadores. Para além da divulgação do dia de mobilização hoje, Devemos construir coletivamente um calendário de mobilização da categoria", defende Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF. 

Comparativo das propostas

  Proposta dos Trabalhadores Proposta dos patrões derrotada
Reajuste Salarial INPC + 1,75% 7 % (retroativo pago de forma parcelada até janeiro de 2016)
Piso R$ 2.500 R$ 2.247 retroativo à data-base
PLR

Teto R$ 2.900

Piso - R$ 2.400

Teto R$ 2.675 (7%)

Piso $ 1.712,00 (7%)

Auxílio-alimentação R$ 440 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 240 no mês da assinatura da CCT e R$ 260 em janeiro de 2016.
Auxílio-creche Mínimo de R$ 550 e reposição segundo INPC Reajuste de 7%, (a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida Mesmo valor do reajuste salarial Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     
Três cláusulas adicionais

Horas-extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo

 

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