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Publicado em Quinta, 03 Setembro 2015 14:25
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Segundo análise realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aproximadamente 69% das negociações analisadas conquistaram aumentos reais (acima da inflação), 17% resultaram em reposição inflacionária e 15% fecharam com reajustes abaixo do índice. Em relação ao ganho real, a faixa ficou em até 1%. A pesquisa indica que houve uma diminuição na proporção dos reajustes com ganho real frente ao observado nas mesmas categorias nos últimos oito anos. Foram analisadas 302 negociações pelo departamento no levantamento.

Confira os dados do Dieese aqui

O número contrasta com o cenário pintado pelas empresas de comunicação, que usam a crise econômica para justificar uma redução na prática dos salários dos jornalistas tentando impor uma "perda real" de 1,42% uma vez que oferecem 7% contra um índice de referência de 8,42%.

"A crise existe. Há demissões e isso não pode ser ignorado. Mas o cenário também não é o que as empresas tentam colocar de que não há alternativa a não ser aceitar um reajuste abaixo da inflação. Temos mostrado como nas demais negociações de jornalistas do país ou mesmo no DF a reposição e o ganho real seguem como realidades e este levantamento do Dieese confirma que a perda real é um resultado minoritário, e não a regra", comenta Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

 Cenário da Campanha Salarial 2015 

Sem avanços, o cenário das negociações da Campanha Salarial 2015 só foi modificado por causa da insistência da categoria e do SJPDF. Os patrões aceitaram sentar novamente para conversar com a categoria somente depois de diálogo realizado com o auxílio do Ministério Público do Trabalho. No entanto, no último encontro com os empresários não houve progressos (confira mais aqui).

Durante a reunião, foi apresentada a nova proposta da categoria que alterou o ganho real do reajuste salarial de 1,75% para 1,5%. Com isso, a reivindicação dos jornalistas é da reposição inflacionária que é de 8,42% +1,5 de ganho real. O piso que era de R$ 2.500 foi para R$ 2.400. A nova proposta da categoria também abaixou de R$ 440 para R$ 410 o tíquete alimentação e de R$ 550 para 520 o auxílio creche (veja a proposta completa abaixo).

Os patrões ficaram de analisar a nova proposta da categoria e responder a questão em uma nova reunião que foi marcada para o dia 9/9, às 15h, no Sinterj-DF. 

Comparativo das propostas

  Proposta dos Trabalhadores Proposta dos patrões derrotada
Reajuste Salarial INPC + 1,5% 7 % (retroativo pago de forma parcelada até janeiro de 2016)
Piso R$ 2.400 R$ 2.247 retroativo à data-base
PLR

Teto R$ 2.900

Piso - R$ 2.400

Teto R$ 2.675 (7%)

Piso $ 1.712,00 (7%)

Auxílio-alimentação R$ 410 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 240 no mês da assinatura da CCT e R$ 260 em janeiro de 2016.
Auxílio-creche Mínimo de R$ 520 e reposição segundo INPC Reajuste de 7%, (a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida Mesmo valor do reajuste salarial Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     
Três cláusulas adicionais

Horas extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo

 

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