Notícias
Publicado em Quarta, 23 Setembro 2015 19:26
PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

A consulta às redações, que ocorreu nesta segunda e terça-feira, para avaliar as propostas dos patrões e da categoria terminou mais uma vez com a negativa dos jornalistas à pauta patronal. Dos 363 jornalistas que participaram da votação, 220 (61%) disseram não à proposta dos empresários. A maioria dos profissionais votantes (211) também aprovou o estado de greve.  

Os diretores do Sindicato dos Jornalistas do DF apresentaram oficialmente os resultados da consulta nesta terça-feira no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), onde ocorreu uma reunião a partir de pedido de mediação encaminhado em assembleia pela categoria.

Durante a audiência, os patrões voltaram a afirmar que não existe nenhum motivo para mediações porque as mesas de negociações têm ocorrido periodicamente e têm surgido propostas diferenciadas. Por outro lado, os representantes sindicais explicaram que essa justificativa é uma grande falácia, visto que os patrões não estão modificando suas propostas efetivamente e nem garantindo o pleito fundamental da categoria, que é a reposição inflacionária.

O SJPDF colocou na reunião que o reajuste segue como um impasse da negociação, visto que as empresas oferecem aumento quase 1,5% abaixo do índice do período. Outro item que os jornalistas não concordam é o parcelamento do reajuste até 2016. A entidade explicou ainda que a categoria demonstra estar disposta a lutar pela reposição inflacionária, já que foi aprovado em assembleia os pedidos de mediações junto ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério do Trabalho e Emprego, o pedido de dissídio coletivo, mesmo sem anuência da outra parte, e o estado de greve.

Uma nova reunião foi marcada pelas empresas no dia 8/10.

Propostas da Categoria

A Campanha Salarial 2015 está sendo marcada pela insistência das empresas em oferecer um reajuste salarial abaixo do índice inflacionário, que é de 7%, o que significa uma perda real de 1,42% já que a inflação do período é de 8,42%. Durante todo o processo, os empresários têm demonstrado inflexibilidade na negociação deste item. Por outro lado, a categoria manifesta que não fechará o acordo com perda real.

Os jornalistas reivindicam um reajuste salarial de 8,5%. No piso, a categoria pede R$ 2.300 (9,52%). Já na Participação dos Lucros e Resultados, os profissionais querem o teto de R$ 2.800 (12%) e o piso de R$ 2.100 (33%). Os trabalhadores querem um auxílio-alimentação de R$ 320. Em relação ao auxílio-creche, os jornalistas aceitaram a proposta de 10% apresentada pelos patrões (confira abaixo a tabela comparativa com a nova proposta dos trabalhadores e dos patrões).

Estado de greve

A aprovação do estado de greve na consulta mostra uma disponibilidade maior dos jornalistas em se mobilizar. É importante lembrar que o “estado de greve” é diferente da greve. Ele é um estado de permanente mobilização da categoria frente a uma situação de impasse como a que está sendo vivida na Campanha Salarial. Esse recurso é também uma manifestação política que reafirma a insatisfação com as propostas dos empregadores e cria aponta para um crescimento das estratégias de mobilização como atos, atividades, reuniões setoriais, assembleias e informativos, entre outros. Isso tudo para dar maior visibilidade ao difícil processo de negociação.

Dissídio coletivo

O SJPDF também ingressará o pedido de dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho. O pedido foi autorizado pela categoria como alternativa em consulta anterior. No entanto, como a entidade já alertou, o direito trabalhista exige anuência das duas partes para que os tribunais julguem. O Sindicato patronal, no intuito de dificultar a resolução e cansar a categoria, já informou que não irá dar a autorização. O SJPDF irá entrar com a solicitação mesmo assim argumentando que há um impasse real e que já se estende no aumento salarial e que os trabalhadores estão sendo prejudicados com isso (confira mais sobre dissídio coletivo aqui).

Comparativo das propostas

  Proposta dos Trabalhadores Proposta dos patrões derrotada
Reajuste Salarial 8,5% 7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016)
Piso R$ 2.300 (9,52%) R$ 2.247 retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016. Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 200 a ser pago até a folha de fev. de 2016
PLR

Teto R$ 2800 (12%)

Piso - R$ 2,100 (33%)

Teto R$ 2.700 (8%)

Piso $ 1.800,00 (12,5%)

Auxílio-alimentação R$ 320 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 260 a partir da folha de jan. 2016, sem retroatividade.
Auxílio-creche Proposta aceita pela categoria R$ 420 (reajuste de 10%, a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida 8,5% Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     
Três cláusulas adicionais

Horas extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo

 Sugestão que os sindicatos retirem essas cláusulas da negociação.

Receber notícias

Acesse o Site