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Publicado em Quinta, 01 Outubro 2015 11:02
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Os jornais impressos vão acabar? Esse foi o questionamento central do debate "Crise dos Impressos e o Futuro do Jornalismo", realizado no último sábado (26/9) na sede do Sindicato dos Jornalistas do DF. Participaram da atividade o pesquisador e professor da Universidade Católica de Brasília Alberto Marques, o repórter fotográfico da Folha de São Paulo e diretor do SJPDF Alan Marques e o jornalista Renato Ferraz, que trabalhou mais de duas décadas no Correio Braziliense.

Para Renato Ferraz, há uma crise do modelo de negócio dos impressos, não do jornalismo. A busca profissional pela informação de qualidade continua sendo algo importante na sociedade. Mas a digitalização pressiona a situação desses veículos. Ele comentou a situação difícil dos impressos em Brasília, como o fim da circulação do Jornal de Brasília aos fins-de-semana e a crise financeira do Correio Braziliense.

“Por ter trabalhado por 30 anos em jornais e revistas, vi que, de fato, a mídia impressa está em decadência. No entanto, não é um fato extemporâneo: ela não soube, na verdade, se adequar. Ainda notícia, como manchete, fatos ocorridos 24 horas depois. A mídia impressa, principalmente jornais e revistas, deveria ser mais analítica e menos noticiosa - isso, os sites e portais fazem. Deveriam entender melhor o que os leitores querem”, afirmou.

Alan Marques, da Folha de São Paulo, reforçou o entendimento de que a crise é de como remunerar os veículos. “Não há crise no jornalismo, há crise no modelo de negócio do jornalismo impresso. Cabe ao repórter achar seu caminho entre as várias plataformas de comunicação”, disse. Ele abordou as transformações no jornalismo de imagem e como houve uma alteração no consumo das audiências com a proliferação dos dispositivos móveis conectados à Internet. Isso traz impactos no trabalho, como acúmulos de função. Os repórteres fotográficos passaram a não só captar as imagens, mas editar e transmitir.

Esse foi o primeiro debate do projeto “Futuro do Jornalismo”, iniciativa que foi criada pela entidade com o objetivo de promover reflexão sobre os desafios e as transformações da profissão, a realidade dos locais de trabalho e as alterações nas condições de produzir informações de qualidade (confira mais aqui).

Pesquisa

O projeto prevê também um levantamento em parceria com o Observatório Latinoamericano, que no Brasil é coordenado pela Universidade Católica de Brasília, sobre temas como o papel de plataformas como Facebook e Google, a produção "multimídia", a distribuição de notícias pelas redes sociais e o impacto das tecnologias digitais na produção informativa. 

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