Notícias
Publicado em Sexta, 09 Outubro 2015 11:08
PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

Com informações dos organizadores da pesquisa.

Está disponível aos jornalistas brasileiro um questionário elaborada para pesquisa que visa identificar o que pensa a categoria sobre pressões editoriais provenientes de interesses alheios ao bem-público. A iniciativa é organizada pelo grupo de pesquisa Comunicação e Democracia, do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e é promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e sindicatos de jornalistas.

“A intenção é identificar e mensurar em que grau as redações brasileiras são afetadas por relações de poder com grupos políticos e econômicos e compreender de que forma os profissionais de comunicação reagem a essas interferências externas à lógica da prática jornalística”, explica o coordenador do projeto, professor Mário Messagi Jr.

O questionário está sendo aplicado em todo Brasil por meio de formulário online até o dia 7 de dezembro de 2015. O roteiro é anônimo, composto de 50 perguntas e pode ser respondido em aproximadamente 10 minutos. A intenção dos pesquisadores é ouvir cerca de 2.800 jornalistas de todo Brasil. Acesse o link da pesquisa: http://j.mp/liberdadejornalistica

Exemplo do Paraná

Em uma pesquisa prévia local, realizada em 2013, os dados revelaram que grande parte dos profissionais está sujeito a pressões comerciais e políticas na rotina das redações. A maior parte tende a se submeter a infrações éticas a fim de preservar as relações de trabalho e o próprio emprego, já que se sentem desprotegidos. De acordo com os resultados, 88,6% dos jornalistas percebe, em alguma medida, a interferência editorial originada de critérios não-jornalísticos (interesses político-econômicos, por exemplo); 74,3% já realizou pauta “recomendada” (instrução para escrever reportagem de acordo com interesses do veículo enquanto empresa) e 55,7% não concordam com as pressões, mas mesmo assim administram o impasse “com cautela”, sendo que 8,5% obedece a esse tipo de ordem para manter emprego.

Outra conclusão importante diz respeito a autocensura. Prevendo o corte de textos inadequados a linha editorial do veículo, os profissionais tendem a antecipar a censura. Ao menos 70% já deixou de publicar determinado assunto prevendo o corte. Apoio A pesquisa sobre liberdade de informação busca amostragem equivalente a Pesquisa Perfil do Jornalista Brasileiro, desenvolvida pela UFSC em 2012, sob coordenação do professor Jaques Mick.

Na ocasião, foram levantados dados demográficos sobre a classe jornalística brasileira. Além da Fenaj e sindicatos, a pesquisa também conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas. Os relatórios estarão disponíveis posteriormente para análise dos dados.

Apoio

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF apoia a iniciativa e considera a participação dos jornalistas da capital do país fundamental. "Em Brasília temos muitos jornalistas que lidam diretamente com a cobertura de política e ter os relatos e as informações desses colegas é muito importante para entender melhor até onde o profissional tem liberdade ou não no seu local de trabalho", afirma Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

Receber notícias

Acesse o Site