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O Sindicato dos Jornalistas do DF chama a categoria para participar de plenária na próxima quinta-feira, 15/10, às 20h, sobre o impasse nas negociações da Campanha Salarial 2015. Na última reunião para tratar do assunto, que ocorreu em 8/10, o Sinterj-DF não apresentou nova proposta, sob a alegação de dificuldades financeiras nas empresas (veja mais aqui).

Sem nova proposta dos patrões, a diretoria do SJPDF pretende levantar o cenário para os caminhos que deverão ser seguidos na Campanha Salarial. As discussões da plenária serão levadas para a próxima reunião com os patrões que ocorrerá no dia 22 de outubro.

Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF, afirma ser muito importante a participação da categoria na plenária. “Não podíamos marcar uma assembleia, visto que não temos uma nova proposta em mãos, mas pelo andamento dos acordos, necessitamos da participação da categoria, cada vez mais, lembrando que estamos em estado de greve”, ressalta.

Propostas da Categoria

A Campanha Salarial 2015 está sendo marcada pela insistência das empresas em oferecer um reajuste salarial abaixo do índice inflacionário, que é de 7%, o que significa uma perda real de 1,42% já que a inflação do período é de 8,42%. Durante todo o processo, os empresários têm demonstrado inflexibilidade na negociação deste item. Por outro lado, a categoria manifesta que não fechará o acordo com perda real.

Os jornalistas reivindicam um reajuste salarial de 8,5%. No piso, a categoria pede R$ 2.300 (9,52%). Já na Participação dos Lucros e Resultados, os profissionais querem o teto de R$ 2.800 (12%) e o piso de R$ 2.100 (33%). Os trabalhadores querem um auxílio-alimentação de R$ 320. Em relação ao auxílio-creche, os jornalistas aceitaram a proposta de 10% apresentada pelos patrões (confira abaixo a tabela comparativa com a nova proposta dos trabalhadores e dos patrões).

Estado de greve

Na última consulta a categoria além de rejeitar a proposta dos patrões, também aprovou o estado de greve. É importante lembrar que o “estado de greve” é diferente da greve. Ele é um estado de permanente mobilização da categoria frente a uma situação de impasse como a que está sendo vivida na Campanha Salarial. Esse recurso é também uma manifestação política que reafirma a insatisfação com as propostas dos empregadores e cria aponta para um crescimento das estratégias de mobilização como atos, atividades, reuniões setoriais, assembleias e informativos, entre outros. Isso tudo para dar maior visibilidade ao difícil processo de negociação.

Confira aqui como foi a última consulta nas redações

Dissídio coletivo

O SJPDF também ingressará o pedido de dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho. O pedido foi autorizado pela categoria como alternativa em consulta anterior. No entanto, como a entidade já alertou, o direito trabalhista exige anuência das duas partes para que os tribunais julguem. O Sindicato patronal, no intuito de dificultar a resolução e cansar a categoria, já informou que não irá dar a autorização. O SJPDF irá entrar com a solicitação mesmo assim argumentando que há um impasse real e que já se estende no aumento salarial e que os trabalhadores estão sendo prejudicados com isso (confira mais sobre dissídio coletivo aqui).

Comparativo das propostas

  Proposta dos Trabalhadores Proposta dos patrões derrotada
Reajuste Salarial 8,5% 7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016)
Piso R$ 2.300 (9,52%) R$ 2.247 retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016. Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 200 a ser pago até a folha de fev. de 2016
PLR

Teto R$ 2800 (12%)

Piso - R$ 2,100 (33%)

Teto R$ 2.700 (8%)

Piso $ 1.800,00 (12,5%)

Auxílio-alimentação R$ 320 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 260 a partir da folha de jan. 2016, sem retroatividade.
Auxílio-creche Proposta aceita pela categoria R$ 420 (reajuste de 10%, a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida 8,5% Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     
Três cláusulas adicionais

Horas extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo

 Sugestão que os sindicatos retirem essas cláusulas da negociação.

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