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Em assembleia realizada em dois períodos nesta terça-feira, 28/10, a categoria rejeitou mais uma vez a proposta patronal. A ideia de acabar com o retroativo e substituir por uma parcela única chamada de “ganho eventual único” foi avaliada pelos jornalistas como um retrocesso, já que essa proposta acaba com a lógica da data-base da categoria.  Por isso, os profissionais também rejeitaram a possibilidade da proposta ir para consulta às redações.

A assembleia decidiu ainda que o SJPDF leve esse pleito da categoria para a audiência que ocorrerá entre as partes nesta quinta-feira, 29/10, no Ministério Público do Trabalho (MPT). Caso o sindicato patronal não se faça presente nesta reunião, os jornalistas solicitaram que esse posicionamento seja levado para discussão na próxima mesa de negociação com os empregadores.

Última proposta dos patrões

A proposta dos patrões que foi negada pela categoria mantêm os 7% no reajuste salarial, que deverão ser pagos a partir da folha de pagamento do mês da assinatura da CCT e substitui o pagamento do retroativo por meio de uma parcela única chamada de “ganho eventual único” de R$ 1.500 para empresas até 100 jornalistas e de R$ 2.000 para empresas com mais de 100 jornalistas, que deverá ser repassado pelas empresas até julho de 2016. Ou seja, este "ganho eventual único" substituiria o retroativo (a diferença de 7% nos salários do período entre a data-base, 1o de abril, e o fechamento do acordo).

No piso, os empresários ampliaram a oferta para 7% de aumento mais abono de R$ 220 reais (contra R$ 200 na última proposta). Outra mudança apresentada pelos patrões foi no reajuste do auxílio-alimentação. Para além do R$ R$ 260 a partir da folha de janeiro de 2016, sem retroatividade, eles propõem que a partir de abril o valor passe para R$ 273. As empresas voltaram a afirmar que estão em dificuldades financeiras, mas colocaram que a nova proposta é resultado da cobrança de exercícios em cima da pauta que está em discussão na mesa. 

Cenários

A assembleia também levantou dois cenários que serão apresentados na audiência do MPT. As duas opções abaixo não foram formalizados como propostas. Elas só poderão ser colocadas em consulta se as empresas decidirem por alguma delas.

     

 

Reajuste Salarial

Cenário A

8,42%, com retroativo

Cenário B

7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016)

Piso R$ 2.247, com retroativo e ganho eventual único de 220 a ser pago até a folha de fev. 2016. R$ 2.247 retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016. Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 220 a ser pago até a folha de fev. de 2016
PLR

Teto R$ 2800 (12%)

Piso - R$ 2,000 (25%)

Teto R$ 2.700 (8%)

Piso $ 1.800,00 (12,5%)

Auxílio-alimentação R$ 300 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 260 a partir da folha de jan. 2016, sem retroatividade.
Auxílio-creche Proposta aceita pela categoria R$ 420 (reajuste de 10%, a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida 8,42% Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     

Mobilização

Durante a assembleia, os representantes do SJPDF voltaram a dizer que a ação do dissídio coletivo foi ajuizada e que está esperando a marcação da audiência pelo juiz. Foi colocado também pelos integrantes da entidade que é importante a categoria se mobilizar. Ficou acordado uma nova campanha nas redes sociais, já que existe muito risco de retaliação e assédio nas redações. A ideia é que as pessoas coloquem postes nos seus perfis ou que encaminhem para o sindicato fotos com símbolos que as caracterizem como jornalistas, como por exemplo: no caso de repórteres de imagens as câmaras e de jornalistas de textos os bloquinhos. As fotos deverão ser acompanhadas de mensagens como: não aceitamos a perda do retroativo, queremos aumento digno, queremos condições de trabalho, não vamos pagar a conta da crise. A diretoria do SJPDF sugeriu a utilização da hashtag #TiraaMãodoMeuRetroativo. 

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