Assembleia realizada nesta segunda-feira, 9/11, avaliou o andamento das negociações da Campanha Salarial 2015. Os representantes do Sindicato dos Jornalistas do DF apresentaram os resultados da última reunião com os patrões, que ocorreu no dia 6/11. Os empresários informaram que retirariam da mesa de negociação a última proposta apresentada por eles, sem o valor total do retroativo a abril, e que aceitariam o Cenário B (veja abaixo), proposto pela categoria em assembleia anterior, com a condição de que a consulta às redações fosse feita com essa única proposta na cédula. Já no Cenário A, os colegas mantinham a reivindicação de 8,42% de reajuste, com retroativo, considerando inaceitável um índice abaixo do INPC.
A assembleia aceitou a proposta feita dos patrões. No total, votaram 49 jornalistas na assembleia, que ocorreu em dois turnos. Sendo que 39 foram a favor da imposição patronal, 9 se abstiveram e 1 disse não para a proposta. O SJPDF encaminhou o resultado para o Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF e iniciará a consulta nas redações a partir de amanhã, 11/11. O Cenário B será apresentado na cédula da consulta que será feita nas redações até a próxima sexta-feira, 13/11.
O Sindicato avalia que a postura dos patrões revelou novamente um desrespeito com os trabalhadores. Segundo a diretoria, ao colocar uma condição para retomar a proposta anterior e retirar da mesa a última, que foi considerada o maior retrocesso apresentado até agora na negociação, os patrões deixaram claro que só aceitam debater se for com as condições impostas por eles, num patamar bastante rebaixado. Para o SJPDF, a proposta que será apresentada à categoria, da forma como foi aceita em assembleia, não contempla sequer o índice da inflação e, com isso, deixa de repor as perdas salariais dos últimos anos.
Entenda o caso
Para além de não trabalhar com a reposição inflacionária durante todo o processo de negociação, os patrões apresentaram várias propostas de retiradas de direitos como a que foi apreciada pela categoria em assembleia realizada no dia 28/10, quando os empregadores colocaram na mesa a possibilidade de substituir o retroativo por uma parcela única chamada de “ganho eventual único”, acabando assim com a lógica da data-base da categoria.
A proposta foi rejeitada pelos jornalistas, que na ocasião apresentaram dois cenários que deveriam ser levados para as empresas em nova mesa de negociação, ambos retomando a proposta do retroativo. Confira abaixo:
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Reajuste Salarial |
Cenário A 8,42%, com retroativo |
Cenário B 7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016) |
| Piso | R$ 2.247, com retroativo e ganho eventual único de 220 a ser pago até a folha de fev. 2016. | R$ 2.247 retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016. Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 220 a ser pago até a folha de fev. de 2016 |
| PLR |
Teto R$ 2800 (12%) Piso - R$ 2,000 (25%) |
Teto R$ 2.700 (8%) Piso $ 1.800,00 (12,5%) |
| Auxílio-alimentação | R$ 300 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) | R$ 260 a partir da folha de jan. 2016, sem retroatividade. |
| Auxílio-creche | Proposta aceita pela categoria | R$ 420 (reajuste de 10%, a partir do mês da assinatura da CCT) |
| Seguro de Vida | 8,42% | Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT) |