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Publicado em Terça, 29 Março 2016 15:23
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No dia 29 de fevereiro, trabalhadores do Portal Fato Online iniciaram uma greve por tempo indeterminado depois que a empresa atrasou dois meses de salários, não pagou o 13o e ainda manteve um conjunto de irregularidades trabalhistas. Os profissionais receberam diversas promessas e aguardaram que a situação fosse normalizada. Como isso não ocorreu, cruzaram os braços. É a greve de jornalistas mais longa que se tem notícia em muitos anos.

Os trabalhadores ainda não receberam o salário de dezembro, o 13o e, em muitos casos, foram vítimas de fraude trabalhista com contratação para prestação de serviço como pessoa jurídica sendo que mantinham as características de um vínculo empregatício de carteira assinada.

Passado um mês, não houve um retorno sequer por parte da direção da empresa aos trabalhadores sobre qualquer possibilidade de pagamento. Ao contrário, o comando do Portal buscou constranger trabalhadores com notificações extrajudiciais contra mensagens publicadas em redes sociais que abordavam os motivos da greve.

A direção da empresa também ampliou os serviços contratados junto à Agência Estado e estreou uma nova coluna. Não se sabe se com pagamento, mas nos parece difícil que a contratação de novos serviços tenha ocorrido gratuitamente. Caso se confirme, tal fato configura atitude reprovável de direcionar recursos para outra finalidade que não o pagamento dos passivos trabalhistas.

Para receber o que é de direito, o Sindicato entrou com uma ação na Justiça na qual requer o pagamento dos salários e do 13o, horas-extras, reconhecimento de vínculo e rescisão indireta. Vários dos trabalhadores entraram com ações individuais.

Para a diretoria do SJPDF, o dia 29 de março deve ser um marco para afirmar uma greve histórica de toda uma redação que acreditou na promessa de fazer bom jornalismo e que agora é tratada com desrespeito e total descaso. Esses jornalistas tiveram a coragem de cruzar os braços e seguem até agora sem o pagamento do seu direito mais básico: o salário.

Calotes como o do Fato Online não podem ser admitidos. E o Sindicato, em conjunto com os trabalhadores, seguirá lutando para que todos os direitos sejam reconhecidos e indenizados.

Brasília, 29 de março de 2016

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF

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