Jornalistas do Correio Braziliense se reuniram em assembleia na sexta-feira, 1o/4, para avaliar nova proposta da empresa de pagamento do reajuste retroativo e da Participação nos Lucros e Resultados relativos à Convenção Coletiva de Trabalho 2015/2016, que deveriam ter sido quitados pelo Correio até o dia 31/3.
Em reunião realizada um dia antes da assembleia com a diretoria do Sindicato, os gestores do jornal reafirmaram que os pagamentos não foram feitos por causa da crise financeira vivenciada pelo veículo. A empresa fez uma nova proposta. Desta vez, sugeriu pagar o reajuste retroativo em três parcelas (nas folhas de maio, junho e julho) e a PLR em duas vezes (maio e agosto). A diretoria do SJPDF se manifestou preocupada com a situação do jornal, se manifestou contrária ao atraso mas informou que a decisão seria da redação. Para a assembleia, cobrou que a direção conversasse com os funcionários, visto que a empresa não estabelece comunicação direta com os empregados.
Assembleia
Na assembleia, os trabalhadores aprovaram a proposta do Correio, mas elaboraram contrapartidas. Os jornalistas pediram que o Sindicato oficiasse o Ministério Público do Trabalho para que o órgão acompanhe o diálogo e a negociação. Foi aprovada uma paralisação caso a empresa não quite as primeiras parcelas do retroativo e da PLR até 16 de maio. E foi recolocada a proposta de criação de uma comissão de crise, que tem o objetivo de acompanhar os problemas financeiros, as iniciativas da gestão para resolvê-los e todo o processo da reestruturação pela qual o jornal disse que passará.
O Sindicato irá oficiar a empresa comunicando o resultado da assembleia. Outra cobrança que será feita pelo SJPDF é a regularização do pagamento dos frellas, que estão entre três a quatro meses de salários atrasados. "A situação dos jornalistas contratados como free lancer é insustentável. É inaceitável que o jornal deixe esses trabalhadores com tanto atraso em seus salários", diz Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.