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O Sindicato dos Jornalistas do DF convida todas as jornalistas que atuam nas redações e nas assessorias de imprensa/comunicação do DF, bem como as estudantes de jornalismo para participarem, no dia 18/3, às 14h, do debate "Feminismos, machismo e racismo: as condições de trabalho da mulher jornalista". Programada para marcar o mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a atividade, realizada pelo Coletivo de Mulheres Jornalistas, em parceria com a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do DF (Cojira-DF), visa munir o público com informações sobre os diferentes conceitos de feminismos e sobre a história da luta das mulheres, além de debater temas como racismo, machismo, assédio e preconceito no ambiente de trabalho.

Na ocasião, também será apresentado um panorama do atual cenário político, que conta com a investida do governo de Michel Temer, ao insistir em aprovar propostas que ameaçam direitos da classe trabalhadora, sobretudo das mulheres, como as reformas da Previdência e trabalhista, com a justificativa de manter o ajuste fiscal. Nestas duas matérias, o governo visa retirar direitos já conquistados pelas mulheres. O projeto da reforma da previdência, por exemplo, propõe igualar a idade mínima para a aposentadoria de mulheres e homens para 65 anos, desconsiderando as duplas e triplas jornadas das mulheres e o fato de que elas encontram mais dificuldades em contribuir com a previdência, por ocupar postos de trabalho mais precarizados.

Debates

O debate sobre feminismo e sua interrelação com a conjuntura política do país ficará sob a responsabilidade de Ismália Afonso, jornalista do CFEMEA e mestre em Gênero, Sociedade e Políticas na Flacso Argentina. Juliana Nunes, jornalista na EBC, integrante da Cojira e da irmandade Pretas Candangas, irá tratar da história da luta das mulheres negras no Brasil. 

Em seguida, Isabel Clavelin, jornalista da ONU Mulheres e professora da Universidade Católica de Brasília, irá falar sobre o racismo, o machismo, o assédio e o preconceito dentro das redações e assessorias de imprensa/comunicação - temas abordados por Clavelin em sua tese de doutorado, defendida no ano passado na Faculdade de Comunicação da UnB.

Segundo Leonor Costa, diretora do SJPDF, o evento soma-se à extensa agenda de atividades do mês das mulheres e é mais uma oportunidade para debater os problemas enfrentados pelas jornalistas. “Enquanto entidade que defende os direitos dos trabalhadores, incluindo aí das jornalistas, sentimos a necessidade de nos engajarmos nas discussões que marcam o mês de março. Por isso, participamos ativamente da organização do ato unificado realizado no próprio dia 8 de março, juntamente com outros coletivos, organizações e entidades. A nossa atividade do dia 18 visa contribuir para fortalecer as bandeiras de lutas da categoria, sendo que uma delas é a discussão das questões de gênero e igualdade no mercado de trabalho. Outro objetivo é contribuir com a formação das colegas sobre o feminismo e a luta das mulheres", afirma Costa.

Realidade das jornalistas no Brasil

Embora as mulheres sejam a maioria entre os jornalistas no Brasil, atingindo um percentual de 64% da categoria, ainda recebem salários menores que os seus colegas e não ascendem aos postos de comando nas várias redações e assessorias de imprensa do país. Os homens continuam sendo a maioria a ocupar os cargos mais altos e, por consequência, a definir a linha editorial dos veículos de comunicação.

Outro problema que preocupa a categoria são os desrespeitos em relação às jornalistas. No ano passado, o levantamento"Desigualdade de Gênero no Jornalismo" realizado pelo Coletivo de Mulheres do SJPDF entre os meses de março e maio de 2016 apontou grande incidência de casos de assédio moral, machismo, racismo e preconceito nos locais de trabalho.

Das 535 que participaram da pesquisa, 417 (77,9%) disseram ter sofrido algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos. Um número maior ainda, 78,5%, foi registrado quando as mulheres responderam se já enfrentaram algum tipo de atitude machista durante entrevistas. Mais de 70% delas disseram que já deixaram de ser designada para uma pauta pelo fato de ser mulher (veja mais aqui).

Coletivo de Mulheres Jornalistas do SJPDF

Lançado pelo Sindicato dos Jornalistas do DF em março de 2016, o grupo tem o objetivo de discutir questões de gênero e relações de trabalho, debater e lutar por melhor posicionamento da mulher na sociedade e, em específico, no mercado de jornalismo, já que as mulheres são maioria nas redações e assessorias, inserir um olhar de gênero nos programas, ações e atividades sindicais e estimular a participação das jornalistas na entidade sindical. A primeira iniciativa do grupo foi a pesquisa “Desigualdade de gênero no jornalismo” (veja aqui os resultados). Do ano passado para cá, o Coletivo se reuniu para discutir temas específicos que afetam as jornalistas em seus locais de trabalho e se uniu a outras organizações e entidades para debater sobre o atual cenário político e os reflexos das propostas do governo golpista na vida das mulheres.  

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF)

Lançada em agosto de 2007, com apoio do Sindicato dos Jornalistas do DF, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF) busca atuar no combate ao racismo e na defesa dos princípios da cidadania, da ética, da valorização da diversidade, da igualdade de oportunidades. No âmbito da comissão, são discutidas propostas e estratégias para combater a discriminação, parcerias para programas de ação afirmativa, campanhas de orientação e informação, monitoramento da mídia, capacitação e reciclagem profissional. As ações também dialogam com os estudantes e chamam a atenção para o racismo presente na seleção dos funcionários, nas linhas editoriais, nos processos produtivos e nos materiais distribuídos pelas empresas públicas e privadas de comunicação. Profissionais de comunicação e estudantes estão convidados/as a participar da Cojira-DF (https://www.facebook.com/Cojira-DF).

Serviço

O quê: Debate "Feminismo, machismo e racismo: as condições de trabalho da mulher jornalista"

Quando: 18/3, das 14h às 17h

Onde: Auditório do Sindicato dos Jornalistas do DF- SIG Quadra 2 lotes 420/430/440 - City Offices Jornalista Carlos Castello Branco 

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