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Publicado em Quarta, 26 Abril 2017 17:33
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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF manifesta seu profundo pesar diante da morte do jornalista, professor e advogado Carlos Chagas, pai da ex-ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Helena Chagas, que faleceu hoje, 26/4, aos 79 anos. Morador de Brasília e nascido em Três Pontas (MG), ele completaria 80 anos no próximo dia 20.

Carlos Chagas era hipertenso. No ano passado, ele teve um AVC. O jornalista passou mal na manhã de hoje e foi levado ao hospital bem cedo, mas não resistiu a um aneurisma na aorta.

A ex-ministra avisou em sua página no Facebook sobre o falecimento do pai. “Amigos, meu pai, jornalista Carlos Chagas, acaba de falecer. Era a melhor pessoa que conheci nesse mundo”, escreveu em um post. 

Ao Metrópoles ela declarou: “É um momento difícil mas, como jornalista, acho que devo fazer uma homenagem a ele. Meu pai foi um exemplo não só para mim, mas para várias gerações de jornalistas que trabalharam com ele, que foram alunos dele. Sempre foi um exemplo de honestidade, amor à notícia, de correção. Tenho muito orgulho de ser filha dele"

Trajetória

Chagas começou a carreira de jornalista no final do anos 1950, quando ainda cursava direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC). A primeira contratação foi no jornal O Globo, em 1959.

Na década de 1960 trabalhou no palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, como secretário de imprensa do então governador Negrão de Lima, quem conheceu durante coberturas jornalísticas do Partido Social Democrático (PSD).

Chagas também trabalhou no jornal " O Estado de S. Paulo" entre 1972 e 1988, sempre ligado a assuntos políticos. Na televisão, o jornalista foi chefe da "TV Manchete" em Brasília e passou por outros três canais. A última participação como comentarista político foi em dezembro do ano passado.

Durante a ditadura, em 1969, foi nomeado secretário de imprensa de Costa e Silva e escreveu 20 reportagens sobre os acontecimentos políticos da época, todas publicadas no Globo e em "O Estado de S.Paulo".

A série ganhou um Prêmio Esso de Jornalismo e deu origem ao livro “113 dias de angústia” – ambos foram censuradas pelo regime militar. Em 1995, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Chagas também publicou “Resistir é preciso”, uma coletânea de artigos escritos entre 1972 e 1974; “A guerra das estrelas”, de 1985, que aborda as sucessões presidenciais militares; e “Revolução no Planalto”, de 1988, sobre a redemocratização.

Na carreira acadêmica, Chagas foi professor do Departamento de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) durante 25 anos. Ele ingressou em 1978 e foi titular das disciplinas “Ética e legislação nos meios de comunicação” e “Problemas sociais e econômicos contemporâneos” na graduação e de “Tópicos especiais” na pós-graduação.

Chagas casou-se com Enila Leite de Freire Chagas, com quem teve duas filhas.

Informações: O Globo, Metrópoles e Correio Braziliense

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF

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