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Publicado em Sexta, 04 Janeiro 2019 16:14
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O ano começa com enormes desafios para todas e todos jornalistas. O governo de extrema direita de Jair Bolsonaro apresenta graves ameaças à liberdade de expressão e de imprensa, além de uma agenda ultraliberal de desmonte do Estado e dos direitos sociais da população. Um governo afeito ao autoritarismo, que venceu a eleição a partir da desinformação e mentiras, coloca em risco a democracia e os direitos conquistados pelos trabalhadores.

A cobertura da posse já mostra as dificuldades que a categoria terá de enfrentar para garantir o pleno exercício da profissão. A relação com a imprensa já começa da pior maneira para os trabalhadores. Enquanto isso, a maioria dos grandes veículos privados transparece apoio à agenda política predatória apresentada por Bolsonaro. Será preciso vigilância, coragem e união da categoria para preservar os fundamentos da nossa profissão e informar toda população de forma ética, diversa e responsável.

Precisamos seguir vigilantes frente a um governo que aposta nos cortes de direitos sociais, principalmente previdenciários e trabalhistas, e impõe uma obscura agenda reacionária de desrespeito aos direitos humanos e à diversidade social. A política apresentada é de extermínio do Estado social para abrir as portas a um liberalismo de coturno, coberto com manto do fundamentalismo religioso.

Não podemos nos furtar a exercer nosso dever enquanto jornalistas, de lutar em defesa da liberdade de imprensa e expressão, contra as opressões, contra o machismo, homofobia, racismo e em defesa das minorias e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, conforme prevê o Código de Ética da nossa profissão.

Além disso, se faz fundamental a solidariedade a todas trabalhadoras e todos trabalhadores, em especial aqueles serão mais afetados pelas nefastas políticas econômicas e de retiradas de direitos já anunciadas, como mulheres, LGBTs, negras e negros, indígenas e quilombolas. Só será possível resistir aos ataques e construir uma sociedade democrática para todos e todas se caminharmos juntos. Ninguém solta a mão de ninguém.

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