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NOTA OFICIAL - DIA DO JORNALISTA - 07 de abril

A pandemia de Covid-19 tornou ainda mais evidente a importância do exercício profissional do jornalismo em tempos de fake news. As informações apuradas de maneira responsável são fundamentais em momentos de crise na saúde pública. A desinformação têm se mostrado uma grave ameaça à vida da população. As notícias falsas contribuem para atitudes de negligência quanto a medidas preventivas e até mesmo estimulam práticas de automedicação, que também podem levar à morte.

A própria Organização Mundial da Saúde já reconheceu os jornalistas como aliados na luta contra o coronavírus, ao lado de profissionais de saúde, que estão na linha de frente do combate à pandemia. No Brasil, jornalistas têm se empenhado diariamente em produzir notícias sobre prevenção, tratamento e pesquisa, mas também sobre os passos dados pelos gestores públicos. Tudo isso em uma ambiente no qual autoridades públicas e seus seguidores se dedicam a uma campanha de deslegitimação do trabalho jornalístico para reforçar as barreiras contra qualquer tipo de crítica.

O Dia do Jornalista, celebrado no último dia 7 de abril, nos levou, portanto, a uma reflexão sobre o permanente e histórico incômodo dos donos do poder com o livre exercício do jornalismo. A própria data, criada pela Associação Brasileira de Imprensa, faz uma homenagem ao jornalista Líbero Badaró, assassinado em novembro de 1830. Badaró era um dos mais ferrenhos críticos de Dom Pedro I. Sua morte é parte de um conjunto de acontecimentos decisivos que levaram à renúncia do imperador cinco meses depois, em 7 de abril de 1831.

Levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que em março deste ano, apenas no contexto do Covid-19, o presidente da República Jair Bolsonaro fez 21 ataques à imprensa. Nos três primeiros meses do ano, foram 141 agressões. A maior parte delas ocorreu na entrada do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, sob aplausos de uma claque de apoiadores que, assim como Bolsonaro, zomba das orientações de distanciamento social como pilar da política de combate ao coronavírus.

Em uma das ocasiões de ataque aos jornalistas houve reação dos profissionais, que deixaram o local sob protesto. A atitude nos faz relembrar ato de repórteres fotográficos na rampa do Palácio do Planalto, em 1984. Na ocasião, eles colocaram o equipamento fotográfico no chão durante passagem do general João Baptista Figueiredo, último presidente da ditadura militar, conhecido pela truculência no relacionamento com jornalistas.

O período de redemocratização nos mostrou que a tensão é da natureza da relação entre fiscais e detentores do poder. Mas o que a sociedade brasileira não pode tolerar é que essa tensão resulte em violência, com forte teor misógino, uma vez que boa parte dos ataques do presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores é direcionada a jornalistas mulheres.

Nós, jornalistas do Distrito Federal, vamos denunciar de forma incessante essas tentativas de silenciamento. Iremos lutar contra condições precarizadas de trabalho e defender os direitos trabalhistas. Esta semana, renovamos as energias para cumprir o papel social com o qual nos comprometemos desde a faculdade. Sabemos que informação salva vidas e seguiremos firmes nessa missão.

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