O Sindicato dos Jornalistas do DF segue cobrando das empresas uma resposta sobre a negociação da Convenção Coletiva dos Trabalhadores (CCT) para o período de 2020 a 2022. A data-base da categoria que atua em empresas comerciais é 01 de abril, a partir da qual vence a CCT anterior.
A pauta de reivindicações foi enviada ao Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do Distrito Federal (Sinterj-DF) no início de março. Porém, até o momento, apesar de muita insistência do SJPDF, não houve um retorno formal do sindicato patronal.
Diante da situação de distanciamento social e teletrabalho que dificultam as negociações e mobilização da categoria, o SJPDF buscou acordo com as empresas para a prorrogação da validade da CCT, pelo menos por mais três meses, ou até que fosse possível viabilizar a negociação. No entanto, não houve concordância da patronal.
Com isso, várias cláusulas, algumas de impacto financeiro para a categoria, perdem validade como pagamento de auxílio refeição, auxílio creche, entre outros. Também pode deixar de valer o banco de horas, valores e regras de compensação das horas extras pactuados na CCT.
O Sindicato repudia essa postura das empresas, ainda mais em um momento tão sensível para toda a sociedade e no qual o jornalismo se coloca como ferramenta fundamental no combate à Covid-19. O SJPDF já está buscando as medidas judiciais cabíveis.
Pedimos ainda que os jornalistas fiquem atentos a qualquer alteração no cumprimento de seus direitos garantidos pela Convenção e, caso ocorra, comuniquem ao sindicato.
Chamamos todos e todas a participar da plenária virtual nessa sexta, 1 de maio, a partir das 15h pelo Google Meet. Iremos discutir a redução de salário que já vem sendo aplicada em várias redações, a condição dos jornalistas em teletrabalho e o impacto dessa postura intransigente do Sinterj na negociação da CCT.