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Publicado em Sexta, 17 Dezembro 2021 09:01
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Balanço foi divulgado pela EBC, controladora dos quatro veículos públicos. Paralisação de 19 dias foi a mais longa da história da empresa de comunicação pública

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apresentou um balanço do impacto da greve histórica dos trabalhadores, que começou no dia 26 de novembro e foi suspensa nessa quarta-feira, 15 de dezembro. A empresa, que tradicionalmente não divulga adesões às paralisações, informou, no dia 10 de dezembro, os números da greve ao ministro Emmanoel Pereira, do Tribunal Superior do Trabalho, em sua ação de dissídio coletivo.

>>Confira o documento da EBC enviado ao TST

A peça jurídica contradiz as diversas tentativas da EBC de repassar notícias falsas aos seus empregados, mentindo em informes internos sobre uma baixa adesão, sendo que, de fato, ela comprovou uma grande paralisação da empresa pela greve. Cerca de 70% dos empregados sem cargos comissionados paralisaram suas atividades por 19 dias.

A EBC confirmou as estimativas de adesão divulgadas pela Comissão de Empregados e pelos Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao ceder à pressão dos trabalhadores grevistas, a empresa apresentou um dissídio coletivo ao tribunal, informando que “o cenário previsto de impacto na Gerência Executiva de Telejornalismo e Esportes - RJ é de cerca de 95% da produção jornalística não entregue e 100% da área de esportes”.

De acordo com a EBC, outras áreas tiveram alta adesão de profissionais, que reivindicam a devolução de direitos retirados de forma intransigente pela diretoria da EBC, entre eles as progressões funcionais, o reajuste salarial e o pagamento de benefícios, como o auxílio para pessoas com deficiência. Os radialistas e jornalistas também se uniram contra as investidas do governo federal para privatizar ou extinguir a empresa.

“Na Gerência Executiva de Rádios, cerca de 95% das entregas foram prejudicadas. Apenas um editor e um estagiário à tarde estão presentes e, sozinhos, não conseguem executar praticamente nada”, diz o documento da EBC. A empresa acrescenta que a Agência Brasil saiu “de uma média de 50 a 60 matérias por dia para 20 a 25 matérias por dia após a greve”.

O balanço da EBC afirma, ainda, que na Gerência Executiva de Serviços de Comunicação, responsável pela cobertura dos atos oficiais do governo federal e pela produção e transmissão do programa “A Voz do Brasil”, “cerca de 47% das entregas foram prejudicadas”.

Em outras áreas, a greve também causou grande impacto. Na Engenharia de Sistemas no DF, 80%; em Operações e Serviços e em Operações de Rádio, 74% em cada; na Distribuição Web, 67% de impacto; no setor de externas da TV Brasil no DF, 61%; e a greve paralisou metade do trabalho em pelo menos quatro setores: operações de TV no Rio de Janeiro, desenvolvimento de integração de sistemas, sistemas de produção e infraestrutura.

Na Diretoria de Conteúdo e Progamação, a paralisação atingiu 80% da exibição no Rio de Janeiro, por exemplo, com a diretoria concluindo pela inviabilidade a produção de novos programas e o lançamento de uma nova grade de programação.

No fim do documento, a EBC conclui que o “cenário piora de hora em hora” e, depois de se recusar a negociar o acordo coletivo de trabalho durante 15 meses, solicita que o TST proceda com o dissídio coletivo.

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