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Publicado em Segunda, 28 Fevereiro 2022 18:39
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Após ação dos sindicatos representativos dos trabalhadores da EBC, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Maurício Godinho Delgado, novo relator do processo de dissídio coletivo, determinou que a EBC deixe de efetuar o desconto salarial relativo aos dias de greve de jornalistas e radialistas.

Godinho Delgado foi sorteado relator do processo na última sexta-feira, após redistribuição do processo, e tomou a medida de imediato, no mesmo dia. Ele alegou que o corte ou não dos dias parados deve ser resolvido no julgamento do dissídio coletivo, juntamente com as outras reivindicações dos trabalhadores.

O ministro do TST ainda reforçou que, caso a empresa não cumpra a decisão liminar, deve pagar R$ 100 mil reais de multa por dia de descumprimento.

Os Sindicatos foram informados pelos trabalhadores grevistas que os créditos do auxilío alimentação previsto para março também estão com descontos ilegais. As entidades já informaram as assessorias jurídicas para informar ao TST desse flagrante desrespeito e exigir a reposição imediata dos créditos.

A greve dos trabalhadores da EBC, realizada entre novembro e dezembro, foi a maior da história, com a paralisação do serviço por 19 dias. A greve afetou diretamente a produção jornalística e exibição dos programas, levando a empresa a buscar o dissídio coletivo.

A paralisação foi motivada pela intransigência da empresa nas negociações em torno dos últimos dois acordos coletivos. Os trabalhadores continuam mobilizados em estado de greve na luta pelos direitos históricos da categoria.

A diretoria da EBC chegou a oferecer reajuste zero e tentou impor um banco de horas para reduzir ainda mais os salários da maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras.

Diante da recusa de jornalistas e radialistas, a empresa cortou direitos como auxílio para pessoas com deficiência, adicional noturno acima do previsto na CLT, estabilidade temporária para mulheres após licença-maternidade, adicional de área especial e liberação sindical remunerada. A atitude revoltou os empregados e desencadeou a greve, que foi suspensa em final de dezembro após liminar judicial impondo multa e retorno de 60% de todos empregados ao trabalho.

 

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