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A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) soma-se à Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e ao movimento sindical global na tomada de medidas para acabar com a violência de gênero no trabalho e na campanha por uma nova convenção internacional para combater as várias formas de violência de gênero que ocorrem no mundo laboral. Desta forma, o Dia Internacional da Mulher pensado pela Comissão de Mulheres da FENAJ terá como tema “Trabalho decente e sem violência para as jornalistas – pela Convenção 190 da OIT”.

A Diretoria Executiva da FENAJ orientou os Sindicatos de Jornalistas filiados a realizarem atividades referentes ao Dia Internacional da Mulher, e apresentou propostas sugeridas pela Comissão de Mulheres da FENAJ para marcar não só o dia 8 de março, mas todo o Mês de Luta das Mulheres em 2022.

De acordo com a presidenta da Federação, Maria José Braga, a principal orientação é de que as mulheres jornalistas participem dos atos do 8 de Março organizados pelos movimentos sociais e sindicais em suas cidades, levando em conta as questões sanitárias da pandemia de Covid-19. Este ano, o tema do 8M Nacional é “Pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome”.

“Além disso, sugerimos a realização de eventos sobre temas relativos às mulheres jornalistas no contexto local. Cada sindicato pode estabelecer atividades e temas derivados que melhor se adequem à realidade local, com o formato presencial ou on-line levando em conta as questões sanitárias da pandemia de Covid-19”, frisa a dirigente sindical.

Segundo Maria José, o Perfil do Jornalista Brasileiro 2021 constata novamente que a categoria no Brasil é composta majoritariamente por mulheres (58%), brancas (68%), solteiras (53%), com até 40 anos, um perfil que mudou pouco em relação ao levantamento de nove anos antes. O estudo mostra também que a precarização do trabalho avançou. “Daí a necessidade de debatermos trabalho decente com foco na questão de gênero”, pontua.

Pela ratificação da Convenção 190 da OIT

A Convenção 190 da OIT entrou em vigor em 25 de junho do ano passado​. Ela é a primeira norma internacional para prevenir, punir e eliminar a violência no mundo do trabalho​. Juntamente com a Recomendação Nº 206, a Convenção 190 reconhece o direito de todas as pessoas a um mundo de trabalho livre de violência e assédio e fornece uma estrutura comum para a ação.

Até o momento, apenas seis países ratificaram a Convenção sobre Violência e Assédio Nº 190  e o Brasil não está entre eles: Argentina, Equador, Fiji, Namíbia, Somália e Uruguai. Os países que ratificam estão legalmente vinculados às disposições da Convenção um ano após a ratificação.

“A Convenção fornece a primeira definição internacional de violência e assédio no mundo do trabalho, incluindo violência de gênero e assédio. No caso das jornalistas, trata-se de um importante instrumento para acabar com violências cotidianas que não partem apenas de superiores hierárquicos, mas também de colegas e ate de fontes”, explica Samira de Castro, segunda vice-presidenta da FENAJ e integrante da Comissão de Mulheres da entidade.

Para as dirigentes sindicais, é imprescindível inserir os Sindicatos e as mulheres da categoria nos debates sobre trabalho decente e sobre a Convenção 190. “Com essa temática posta no 8 de março das mulheres jornalistas, estamos buscando o diálogo com a categoria e semeando estratégias para cobrar a ratificação da norma internacional pelo governo brasileiro”, reforça Samira de Castro.

Homenagens a jornalistas pioneiras

Outra frente de atuação da Comissão de Mulheres da FENAJ para marcar o Dia Internacional de Luta das Mulheres será a veiculação de uma campanha virtual para homenagear algumas profissionais da categoria que foram pioneiras no feminismo, no Jornalismo, no sindicalismo e na luta por direitos.

Por meio de oito cards, que começam a ser veiculados no dia 8 de março, a intenção da Comissão de Mulheres é demonstrar para a categoria e para a sociedade que a luta das jornalistas não é recente e só se tornou possível pela atuação individual de mulheres muitas vezes invisibilizadas nas narrativas predominantemente masculinas.

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