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O fotojornalismo brasileiro, e em especial de Brasília, sofre mais uma enorme perda nesta sexta-feira (11/3) com a partida de Orlando Brito, um de nossos repórteres fotográficos com maior reconhecimento internacional.

Ao longo de mais de cinco décadas, sua trajetória se confunde com a história recente do país, e permeia em especial a vida política - desde os anos sombrios da ditadura militar, passando pela redemocratização e chegando aos embates com a ofensiva do governo Bolsonaro contra a imprensa, desde 2019.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) manifesta enorme pesar com a perda de mais um profissional de raríssima grandeza no fotojornalismo brasiliense e brasileiro, apenas duas semanas depois da morte de Dida Sampaio. Lembramos, além da obra inestimável, a coragem de ambos para buscar a notícia por meio da imagem. Em maio de 2020, Brito e Dida foram agredidos - moral e fisicamente - por bolsonaristas, no coração de Brasília, quando cobriam manifestação de apoio ao presidente.

Britinho, como era conhecido entre os colegas, tinha 72 anos, completados em fevereiro. Estava hospitalizado há pouco mais de um mês e não resistiu às complicações de uma cirurgia complexa no intestino. Era separado e deixa a filha, Carolina, e os netos Theo e Thomas.

Mineiro de Janaúba, Orlando Péricles Brito de Oliveira chegou a Brasília ainda em meio à construção da nova capital e aqui iniciou a carreira, aos 14 anos de idade, estagiando no laboratório fotográfico da sucursal do jornal carioca Última Hora. Tornou-se repórter fotográfico dois anos mais tarde e construiu uma carreira com obras de valor inestimável, com passagens pelo Globo e Jornal do Brasil e pelas revistas Caras e Veja - da qual se desligou, ao fim de dois períodos que somam 16 anos, para dirigir a própria agência, Obrito News.

Seu olhar único e de rara sensibilidade capturou em imagens momentos críticos da história política do Brasil. Fotografou todas as posses de presidentes desde a do general Costa e Silva, em 1967. O próprio Brito contou, em entrevista para a Rádio Câmara, como registrou o fechamento do Congresso, em 1977, no governo do general Ernesto Geisel: "Eu saí, subi a escada, fui lá em cima e fiz mais dois cliques com uma grande angular, mostrando a solidão do plenário".

Colecionador de prêmios de fotojornalismo, Brito conquistou em 1979 o mais prestigiado deles, o World Press Photo, concedido pelo Museu Van Gogh, de Amsterdã - foi o vencedor na categoria "Sequências". Foi também considerado hors concours no Prêmio Abril de Fotografia depois de ganhar 11 edições.

Assim como o autor, que conheceu mais de 60 países cobrindo Copas do Mundo, Olimpíadas, visitas presidenciais e outros eventos, também sua obra correu o mundo em exposições. Fotos de Orlando Brito fazem parte do acervo de instituições como o Centro Georges Pompidou (Paris), o Masp (São Paulo) e o Museu de Arte Moderna (MAM, Rio de Janeiro). Brito publicou ainda os livros Perfil do poder (1982), Senhoras e senhores (1992), Poder, glória e solidão (2002), Iluminada capital (2003) e Corpo e alma (2006).

O SJPDF lamenta profundamente a perda do colega e transmite os sentimentos, o reconhecimento e o carinho da categoria aos familiares amigos e colegas do inesquecível Orlando Brito.

* imagem: Site Os Divergentes

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