As discussões com o sindicato patronal (Sinterj) para a renovação da Convenção Coletiva (CCT) dos jornalistas do DF chegaram a um impasse. Na última rodada de negociações, no dia 12, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF) comunicou a decisão da assembleia da categoria de recusar a contraproposta das empresas.
Temos nova reunião agendada para dia 26, e a expectativa é de que apresentem uma proposta que permita à categoria avaliar concretamente um caminho para o avanço das negociações.
No final de março, apresentamos nossa pauta de reivindicação, centrada na recuperação dos salários: reposição integral da inflação anual apurada na data-base de 1º de abril (11,7%) mais 5% para recomposição parcial de perdas anteriores. Na mesma linha, pedimos a volta do pagamento do PLR/PPR, suspenso nos últimos dois anos, em razão da pandemia.
A resposta inicial dos patrões se limitou à oferta de um reajuste salarial pífio e parcelado: 5%, divididos em duas parcelas. A primeira, de 3%, aplicada à folha de salário do mês seguinte à assinatura de acordo. Os demais 2%, três meses depois. Os índices não serão aplicados retroativamente à data-base. Para as demais demandas, inclusive as sociais, a resposta foi simplesmente "não".
As primeiras rodadas de negociação confirmam que a tática do sindicato patronal continua a mesma dos últimos anos: intensificar o arrocho salarial, carregando sobre os trabalhadores o impacto da crise econômica - provocada não apenas pela pandemia, mas pela política perversa e ineficiente do governo Bolsonaro, que tem na demolição de direitos e conquistas trabalhistas o seu fio condutor.
Para romper esse impasse e avançar na recomposição dos nossos salários, é importante ampliar a mobilização. O caminho é acompanhar as informações nas redes do Sindicato, discutir com os colegas nas redações, participar nas ações de campanha.
Só com união e mobilização vamos enfim engatar a marcha e dar a arrancada para sair do prejuízo!