Na assembleia com maior presença na campanha salarial deste ano, realizada no dia 29 de agosto (segunda-feira), os jornalistas do DF aprovaram acordo para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Ao fim de cinco meses de negociações duras e mobilização, foi aceita pelos presentes, com apenas três abstenções, a última proposta recebida do sindicato patronal (Sinterj).
O acordo prevê a reposição integral da inflação (11,73%) para o piso salarial e reajuste de 8% para os demais salários - em ambos os casos, com parcelamento. Na folha de pagamento de setembro, a ser paga até o início de outubro, o piso terá acréscimo de 7% e passará a valer R$ 3.104,89. Os demais salários receberão inicialmente 6%. O saldo restante do reajuste será aplicado na folha de janeiro, quando o piso da categoria passará a valer R$ 3.242,15, para jornada de 5 horas.
O reajuste não terá retroatividade à data-base. Como compensação, será pago um "abono especial" de 40%, até o teto de R$ 7.140, e será calculado sobre o salário-base para jornada de 5 horas. O índice corresponde a 8% para os cinco meses de negociação, e não se incorpora ao salário. O pagamento do abono poderá ser feito em duas parcelas, mas metade do valor tem de ser quitado até 31/12, e o restante até 31/3.
Também serão reajustados os valores de benefícios sociais. O auxílio-alimentação/refeição passará a ter valor mínimo de R$ 370 a partir da folha de setembro e de R$ 390 a partir de 1/1/23. O auxílio-creche passa ter teto de R$ 550. Os seguros de vida será reajustado, também a partir de setembro, para R$ 16.379,23 (morte acidental) e R$ 9.829,45 (morte acidental ou invalidez permanente).
A direção do Sindicato ressalta, antes de tudo, a participação dos colegas na última assembleia, o que torna a decisão tomada mais representativa da nossa categoria. Ao longo de cinco meses, lutamos - na mesa de negociações e no contato com as redações - pela reposição da inflação para todos/as jornalistas. Partimos de uma oferta inicial do sindicato patronal de reajuste de 5% (!!!) para todos, ainda assim parcelado em 3% + 2%.
O pronunciamento firme da categoria nas assembleias, assim como a mobilizações feitas, apesar das pressões e represálias sofridas pelos colegas em algumas redações, permitiu chegarmos tão perto quanto possível da recuperação do poder de compra dos nossos salários.
Saudamos a participação e o empenho de cada um e cada uma e contamos com esse ponto de partida para que tenhamos uma campanha mais forte na próxima data-base, em abril/23. Pedimos a todas e todos que sigam também atentas e atentos ao cumprimento da CCT e denunciem ao sindicato caso algum pagamento deixe de ser efetivado.
Juntos/as e unidos/as, conquistamos mais!