A GREVE É LEGAL!
NÃO HÁ NECESSIDADE DE MÍNIMO DE 30% DE TRABALHADORES.
O Sindicato dos Jornalistas do DF repudia o informe enviado agora pela direção da Empresa. Consultamos o nosso jurídico para reafirmar o que já vem sendo dito pelo sindicato, pelos demais sindicatos e pela Comissão. A empresa segue tentando confundir os trabalhadores com mentiras, boatos e informações parciais, sem falar na pressão em cima dos empregados. Em vez de apresentar uma proposta decente, quer minar a greve com esses expedientes.
1) Não há ilegalidade na greve. Os Sindicatos dos jornalistas e radialistas do DF, RJ e SP têm prerrogativa legal de convocar a assembleia que aprovou a greve e de chamar a greve. As notificações foram feitas e a GREVE É LEGAL. Os requisitos foram cumpridos, então a greve NÃO É ABUSIVA.
2) A EBC, pela Lei 11.652 de 2008, presta serviço de radiodifusão. Segundo a Constituição Federal, no Artigo 21, a radiodifusão é um serviço e telecomunicações é outro. A primeira está no inciso XI e asegundano inciso XII. A primeira é regida por uma lei e asegundapor outra. A lei de greve (7783 de 1989), no artigo 10, elenca os serviços essenciais e inclui telecomunicações, não radiodifusão.
Portanto, A EBC NÃO ESTÁ ENTRE AQUELAS ÁREAS QUE EM UMA GREVE PRECISAM MANTER 30% DO EFETIVO TRABALHANDO.
3) A suspensão do contrato de trabalho é uma proteção do trabalhador. Com ela, ninguém é obrigado a realizar nenhum trabalho previsto no contrato. A contrapartida é não receber, como foi explicado na assembleia. As pessoas poderãotero ponto cortado, nada mais. Mas uma das condições que vamos propor para o acordo será que isso não ocorra. Ninguém será demitido por causa da greve. Suspensão de contrato não é demissão. Encerrada a greve, o contrato volta.
4) A imposição da retirada de cláusulas pelo DEST é um problema grave para os trabalhadores. Em primeiro lugar, porque cria um precedente muito perigoso para que no ano que vem o DEST imponha a exclusão de outros itens. Em segundo lugar, tira a capacidade de cobrança por meio da ação de descumprimento que os sindicatos têm quando algo está no Acordo Coletivo. Se for em norma, o poder de negociação é muito menor, pois não há obrigação da empresa de negociar as normas com os sindicatos. E, por último, os argumentos de que alguns pontos são itens "de gestão" consolidam um entendimento equivocado de que os trabalhadores não podem negociar em seu acordo esse tipo de garantia. Daqui a pouco a empresa pode falar que o acordo só será reajuste e benefícios, pois o restante é "gestão".
Exemplo: o DEST diz que a política de formação tem que ser definição da empresa. Ou seja, quer impor que os trabalhadores não participem dessa definição. Isso ocorre em outros pontos tão importantes quanto. Não podemos aceitar isso. Ou a gestão participativa no planejamento é só para inglês ver?
A paralisação começou às 16 horas e teve adesão de cerca de mais de 600 trabalhadores de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Assembleia dos trabalhadores da EBC será na entrada da empresa.
Por Angelica Basthi
Como estimular uma agenda para as mulheres e de promoção da igualdade racial nos meios de comunicação no Brasil? Como pensar as políticas de comunicação a partir de temas como convergência tecnológica, marco regulatório e universalidade de acesso? Qual a relação entre as políticas de comunicação, as mulheres negras e a III CONAPIR?
Para garantir respostas a essas e outras questões, um grupo de comunicadoras negras (jornalistas e ativistas da área de comunicação) das cinco regiões do país estão desde último domingo em Brasília. Elas chegaram com o objetivo de sensibilizar os cerca de mil delegados\as da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), que ocorre de 5 a 7 de novembro, no Centro de Convenções Brasil 21.
As integrantes entendem a comunicação como eixo estratégico a ser contemplado nas políticas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e dos demais órgãos governamentais. A ideia é solicitar o apoio das delegações para as estratégias políticas de comunicação debatidas durante uma reunião de mulheres negras ocorrida em São Paulo no mês de agosto. A meta, com base na plataforma de comunicação das mulheres negras, é fortalecer o debate que vem sendo construído pelos\as delegados\as nos estados.
“O regimento não permite criar propostas novas, mas sempre é possível agregar um termo ou um conceito”, afirma Nilza Iraci, presidenta do Geledés – Instituto da Mulher Negra e uma das articuladoras do encontro. Estratégias O grupo fará várias ações para dialogar, sobretudo, com as propostas do GT 8 (Comunicação) do subtema 2, intitulado Políticas de Igualdade Racial: avanços e desafios, que integra o eixo Estratégias para o desenvolvimento e enfrentamento ao racismo. “Além disso, vamos fazer uma cobertura jornalística diferenciada do evento, buscando destacar como a questão das mulheres é abordada. Para isso, criamos uma página no Facebook e no Twitter para garantir uma maior visibilização”, explica Mara Vidal, do Instituto Patrícia Galvão.
Entre as instituições representadas no grupo presente em Brasília, estão: Pretas Candangas; Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT); SOS Corpo − Instituto Feminista para a Democracia, Coletivo Leila Diniz / Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); Instituto Negra do Ceará (Inegra) / Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB); Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA); Instituto Flores de Dan; Cunhã − Coletivo Feminista; o Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul e as Comissões de Jornalistas de Igualdade Racial de Alagoas, do Distrito Federal, do Rio de Janeiro e de São Paulo (COJIRA AL, DF, RJ e SP), vinculados aos Sindicatos dos Jornalistas dos respectivos estados. Esta ação conta com a parceria do Fundo de Igualdade de Gênero da ONU Mulheres (FIG) edo Fórum Permanente de Igualdade Racial (FOPIR/Fundação Ford).