PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

Depois de dez meses de negociação, a consulta às redações realizada entre terça-feira, 10/11, e quinta, 12/11, aprovou a proposta patronal mais recente e deu a autorização para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2016. Dos 396 jornalistas votantes, 325 (82%) foram a favor da oferta das empresas e 71 (18%) se manifestaram contra. Agora a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF vai encaminhar junto ao sindicato patronal a assinatura da CCT e os procedimentos de pagamento do reajuste (que será retroativo a abril) e dos demais benefícios.

A proposta aprovada pela categoria na consulta foi uma das opções colocadas pelos próprios jornalistas em assembleia no dia 28/10, quando os profissionais se posicionaram totalmente contra o retrocesso da oferta apresentada pelos patrões que previa a retirada do retroativo, acabando assim com a lógica da data-base. Na ocasião, a categoria apresentou dois cenários. O primeiro mantinha a reivindicação de 8,42% de reajuste, com retroativo e o segundo com o 7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016). As opções foram apresentas em mesa de negociação aos empresários no dia 6/11, quando eles informaram que retirariam da mesa de negociação a última proposta apresentada por eles, sem o valor total do retroativo a abril, e que aceitariam  o Cenário B (veja abaixo), com a condição de que a consulta às redações fosse feita com essa única proposta na cédula.

Em assembleia na última segunda-feira, 9/11, os jornalistas aprovaram que a consulta fosse unificada. O Cenário B, que foi aceito pela categoria na consulta prevê reajuste salarial de 7%, com retroativo pago de forma parcela até fevereiro de 2016. Um aumento de 7% no piso retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016). Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 220 a ser pago até a folha de fev. de 2016 (confira a proposta completa abaixo).

Durante todo o processo de negociação, o SJPDF defendeu a reposição inflacionária. “A diretoria do SJPDF entende que a proposta é aquém do que os trabalhadores merecem, mas compreende que muitos trabalhadores viam a necessidade de fechar o acordo. Como sempre dissemos ao longo da negociação que quem define o que vai à votação é a assembleia. Quem define se aprova ou não o acordo é a votação nas redações. Se por um lado compreendemos a urgência dos trabalhadores em receber, por outro, conforme alertamos ao longo da negociação, isso pode ser explorado nos próximos anos como uma estratégia patronal”, afirma Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.

Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do Sindicato, avalia que a negociação foi muito difícil, no entanto demonstrou maior mobilização da categoria. “Esse perfil deve ser seguido no próximo ano, visto que a categoria precisará estar mais mobilizada e mais agressiva no sentido de definir as estratégias de cobrança dos patrões. Caso contrário, teremos mais uma negociação que se estenderá por oito nove meses ou até um ano. Porque a soma da inflação de abril de 2015 a abril de 2016 vai passar da casa de dois dígitos e os patrões vão querer deixar a conta para o trabalhador. Por isso, é importante uma mobilização mais intensa. Será necessário sair das redações e vim para as assembleias e tirar as estratégias de pressão de mobilização para a próxima negociação”, alerta Pozzembom.

Confira a proposta das empresas aprovada na consulta

Reajuste salarial 7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016)
Piso R$ 2.247 retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016. Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 220 a ser pago até a folha de fev. de 2016
Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

Teto R$ 2.700 (8%)

Piso $ 1.800,00 (12,5%)

Auxílio-alimentação R$ 260 a partir da folha de jan. 2016, sem retroatividade.
Auxílio-creche R$ 420 (reajuste de 10%, a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de vida Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)

Receber notícias

Acesse o Site