assembleia unificiada

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Publicado em Terça, 12 Janeiro 2016 15:08
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Em assembleia realizada na última segunda-feira (11), jornalistas do Correio Braziliense aprovaram uma nota de solidariedade aos colegas dos Diários Associados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, que se encontram em processo de mobilização desde o início de dezembro. Os jornalistas mineiros cobram da direção da empresa o pagamento integral do 13º salário, vale alimentação e outros direitos. Confira a nota abaixo.


Brasília apoia a luta dos colegas dos Diários Associados em Minas e no Rio

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e os trabalhadores do Correio Braziliense - empresa que faz parte do grupo Diários Associados - prestam toda solidariedade à luta dos nossos colegas dos jornais Estado de Minas e Aqui, do Portal Uai, da TV Alterosa - em MG - e da rádio Tupi e do Jornal do Commercio - no RJ -, também pertencentes aos Diários Associados.

Nossos colegas mineiros e do Rio de Janeiro estão mobilizados para cobrar direitos trabalhistas básicos, tais como 13º salário, vale alimentação, vale transporte e FGTS. Eles estão dispostos a deflagrar greve a partir desta quarta-feira (13/1), caso a empresa não apresente um cronograma de quitação das dívidas com os trabalhadores. Seria mais um ato importante de uma mobilização que começou no início de dezembro. Em 28 de dezembro, a grande adesão na paralisação de jornalistas e radialistas comprovou a força de pleito.

Nós nos solidarizamos, entre tantas coisas, porque sabemos que essa realidade não é um caso isolado em Minas Gerais e no Rio. A crise do grupo também ronda Brasília, com seguidos atrasos salariais e a perene sensação de instabilidade. Além disso, mais de 1.400 profissionais de comunicação foram demitidos em 2015, Brasil afora, segundo o Portal Comunique-se. Portanto, nos parece óbvio, mas é importante lembrar: temos de nos defender juntos.

Até o fim, vamos reafirmar a nossa disposição de lutar por alternativas que possam reverter esse cenário de instabilidade, de retirada de direitos e de cortes nos postos de trabalho. A luta seguirá ao mesmo tempo em que colocamos nas ruas o trabalho mais completo possível dentro das limitações, as nossas e as da empresa. Temos orgulho de servir a um grupo tão histórico para o jornalismo brasileiro, mas não seremos servis.

Diante das incertezas que pairam cotidianamente na redação do Correio Braziliense, aproveitamos para cobrar publicamente da direção da empresa o agendamento de uma reunião que possa criar uma comissão paritária, que deve contar com a participação de representantes dos trabalhadores. Isso, quem sabe, poderá impedir que nossos problemas atuais - atraso de salários, férias e FGTS - se agravem, como ocorreu em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Não cabe ao jornalista pagar a conta da crise das empresas de comunicação, consequência de equivocadas opções administrativas, políticas e econômicas.

Brasília-DF, 12 de janeiro de 2016

Jornalistas do Jornal Correio Braziliense

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal

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