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Publicado em Quarta, 06 Abril 2016 19:05
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Nesta quinta-feira (7) celebra-se o dia do jornalista. Em um cenário de turbulenta conjuntura política, que coloca em questão todas as instituições - inclusive os meios de comunicação -, a data deve ser vista como mais uma oportunidade de afirmar a união da categoria e a importância do jornalismo para a sociedade.

Assassinatos, passaralhos, precarização, inclusão em rankings de piores profissões, agressões e outras formas de violência. Estas e outras situações evidenciam transformações e riscos à nossa profissão. No quadro de polarização política que vive o país, os meios de comunicação passaram a ser alvo de escrutínio e crítica de todos os lados. O perigo de agressões durante a cobertura de manifestações também retornou, de todos os lados. O profissional não pode e não deve ser confundido com a linha editorial de seu veículo e deve ter seu trabalho respeitado.

Esse cenário deve ser reconhecido na sua complexidade, mas não pode ensejar uma visão derrotista de "fim do jornalismo" ou "fim da categoria". Nossa profissão faz-se cada vez mais necessária em um momento em que a profusão de informações e o radicalismo político sacrificam a verdade. Apurar, questionar, contextualizar e apresentar de forma ética e equilibrada os acontecimentos relevantes à sociedade nunca foi tão importante.

Tampouco a categoria deve sucumbir ao discurso resignado de crise financeira. São tempos difíceis, mas isso não pode justificar a derrota e a negativa de lutar pelos nossos direitos. Tal postura traz o risco de um círculo vicioso, no qual os jornalistas sofrem ataques a seus direitos e, ao invés de reagir, reforçam a lógica sendo apática. Não devemos nos esquecer que somos trabalhadores, e não chefes ou sócios de nossos empregadores. E, em uma relação trabalhista, se não defendermos nossos direitos ninguém o fará.

Em momentos de crise, a resistência torna-se ainda mais fundamental. Por isso, o dia 7 de abril é um dia de celebração ao jornalismo e à força que esta categoria deve lembrar que possui. Pois, por mais clichê que soe, não deixa de ser verdadeiro que com união é possível não só resistir como ir além. E, no caso dos jornalistas, essa reação é crucial não apenas para os próprios profissionais, mas para o conjunto da sociedade.

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