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A cada um minuto, uma mulher pratica aborto no Brasil. A maioria (60%), são jovens de 18 a 29 anos. Ao completar 40 anos, uma em cada cinco mulheres já abortou em nosso país. Dessas, 88% declararam ter algum tipo de religião. A cada dois dias, uma mulher morre por causa desse procedimento atualmente ilegal.

Os números são altos e nos mostram que a criminalização não impede a mulher de interromper a gravidez indesejada, mas apenas faz com que elas se submetam a procedimentos arriscados. Atento a esse cenário, que vitima, em sua maioria, mulheres pobres e negras, o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, reunido no dia 30 de julho, decidiu se somar à campanha “Nem presa, nem morta”, em apoio à ADPF (Arguição de Preceito Fundamental) 442, impetrada no STF pelo PSOL e pela Anis – Instituto de Bioética. Saiba mais sobre a ADPF.

Articulada por cerca de 200 organizações feministas e entidades que atuam nas pautas dos direitos humanos, a campanha mobiliza mulheres de todo o país, que virão à Brasília acompanhar as audiências públicas marcadas para os dias 3 e 6 de agosto, no STF. Como parte da mobilização, as entidades preparam o Festival Pela Vida das Mulheres, de 3 a 6, no Museu Nacional da República. Saiba mais sobre o evento.

O Festival terá uma vasta programação, com diversas atrações que ocorrerão ao longo dos três dias. Rodas de conversa, espaços de acolhimento, oficinas, manifestações culturais e artísticas, projeção da audiência ao vivo e shows comporão a agenda de mobilização das feministas.

Na sexta-feira (03), as ativistas sairão em caminhada, às 17h, do Museu Nacional da República em direção ao STF, onde estará ocorrendo a audiência sobre a ADPF. Na segunda-feira (06), elas se juntarão às 5h, também na porta do Supremo, para o Amanhecer Pela Vida das Mulheres.

Nessas várias atividades teremos uma chance histórica de caminharmos juntas para mudar a vida das mulheres! A ADPF foi protocolada no ano passado no STF e pede que não seja crime a interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação - em qualquer situação. Na avaliação das organizações autoras da Arguição, são os direitos à liberdade, à dignidade, ao planejamento familiar, à cidadania e o de não ser torturada, presentes na Constituição de 1988, que estão sendo negados às mulheres com essa criminalização, imposta pelo Código Penal de 1940.

O Coletivo de Mulheres Jornalistas entende que devemos nos somar a essa grande mobilização, para que a mesma onda feminista das irmãs argentinas cresça também aqui no Brasil. Vamos colorir Brasília de verde e roxo nesse fim de semana.

Convocamos as colegas jornalistas para as atividades da campanha “Nem presa, nem morta”, participando da caminhada nesta sexta-feira e das demais atrações do Festival Pela Vida das Mulheres, ao mesmo tempo em que apresentamos a campanha como sugestão de pauta para os veículos onde trabalham. Nesse sentido, sensibilizamos as colegas para que deem voz, em suas reportagens, às mulheres das diversas organizações que estão à frente desta ampla mobilização, para que possam apresentar os principais eixos da ADPF e desmentir os diversos mitos em torno das discussões sobre a interrupção da gravidez indesejada.

Educação sexual para prevenir, contraceptivo para não engravidar e aborto legal e seguro para não morrer!

Brasília/DF, 1 de agosto de 2018
Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF

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