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Publicado em Terça, 22 Março 2016 14:31
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Para marcar o mês da mulher, o Sindicato dos Jornalistas do DF lançará no próximo dia 28/3, às 19h30, o Coletivo de Mulheres Jornalistas da entidade.  O grupo visa discutir questões de gênero e relações de trabalho, debater e lutar por melhor posicionamento da mulher na sociedade e, em específico, no mercado de jornalismo, já que as mulheres são maioria nas redações e assessorias, inserir um olhar de gênero nos programas, ações e atividades sindicais e estimular a participação das jornalistas na entidade sindical.  

O lançamento do Coletivo contará com uma mesa de debates que tratará de temas como condições de trabalho e feminilização da profissão; machismo, racismo e assédio moral no ambiente de trabalho; e a imagem da mulher na mídia, entre outras temáticas de gênero. Estão confirmadas para o debate as jornalistas Ismália Afonso, jornalista e mestranda em Gênero e Políticas Públicas na Flacso Argentina; Juliana Nunes, militante do coletivo Pretas Candangas e da Cojira (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial), e Bia Barbosa, coordenadora do Coletivo Intervozes e membro da direção do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação).  

A primeira iniciativa do grupo é a pesquisa “Desigualdade de gênero no jornalismo” lançada no dia 8/3, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. Com a pesquisa, o Sindicato quer identificar como as mulheres jornalistas têm sido tratadas em seus ambientes de trabalho e quais são suas principais queixas. O questionário possui perguntas rápidas e fechadas. O objetivo é que o instrumento aponte números desse universo e também dê luz a novas ações da entidade direcionadas especificamente para as jornalistas.

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Realidade do mercado

Embora as mulheres sejam a maioria entre os jornalistas no Brasil, atingindo um percentual de 64% da categoria, ainda recebem salários menores que os seus colegas e não ascendem aos postos de comando nas várias redações e assessorias de imprensa do país. Os homens continuam sendo a maioria a ocupar os cargos mais altos e, por consequência, a definir a linha editorial dos veículos de comunicação. Nesse sentindo, além de buscar a igualdade, a melhoria na abordagem dos assuntos de gênero nos meios de comunicação e dar voz às mulheres estão, também, entre os principais desafios do SJPDF como entidade representativa dos e das jornalistas do DF.

Segundo Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF, a criação do Comitê sempre esteve nos planos do Sindicato. “Passou da hora de o Sindicato ter o seu Coletivo de Mulheres, para pensar as nossas pautas e tratar das questões que afligem especialmente as jornalistas. Agora, finalmente vamos consolidar esse projeto, que já vem sendo pensado, há algum tempo, entre a direção da entidade e várias colegas da categoria. Esperamos que contar com a participação do maior número possível de jornalistas para que, juntas, sejamos capazes de pensar alternativas para melhorar a nossa condição no jornalismo. Em tempos de ofensiva dos patrões contra a classe trabalhadora, não há dúvidas que nós somos as mais atingidas pelas políticas de retirada de direitos, assédio e demissões. E o Coletivo assumirá a tarefa de pensar saídas a esse cenário", afirma Costa.  

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