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Publicado em Quarta, 25 Maio 2016 16:51
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Os representantes dos sindicatos dos Jornalistas do DF e das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF realizaram nesta quarta-feira, 25/5, uma nova reunião de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas 2016/2017. Os patrões não apresentaram quase nenhuma mudança em relação à contraproposta anterior e voltaram a afirmar que não será possível chegar à reposição inflacionária do período.

A proposta de reajuste de 5% com parcelamento foi mantida pelos empresários. A única diferença é que o parcelamento de duas vezes que era de 3% no fechamento e 2% em outubro retroativo a março, passou a ser de 3,5% a ser pago em julho e 1,5% emdezembro. Os empresários também aumentaram a percentagem do auxílio-creche que saiu de 5% para 7,1%, totalizando R$ 450. Outra alteração proposta foi no seguro de vida em que os patrões modificaram de 5% para 7% de aumento (confira abaixo).

O auxílio-creche é uma reivindicação importante para a categoria e nas negociações o sindicato laboral tem lutado para que o benefício seja concedido a todos os jornalistas, homens ou mulheres, com filhos com até seis anos, mas os patrões recusaram esta mudança. Os dirigentes do SJPDF que participaram da reunião de hoje consideram o aumento no auxílio um avanço, mas entendem que o mesmo continua insuficiente, uma vez que ainda é concedido apenas às  jornalistas mães, deixando de fora os jornalistas pais com filhos na idade estipulada para receber o benefício.  

O SJPDF entende que o sindicato patronal continua dificultando a negociação, à medida em que os trabalhadores apresentaram alteração significativa no reajuste salarial, diminuindo o índice em 1%, e os empresários mantêm o mesmo índice de 5% como proposta. A única modificação foi na porcentagem do parcelamento. "Entendemos que o aumento no auxílio-creche é um ganho importante, mas defendemos que o Sinterj poderia ter apresentado um aumento significativo também na proposta de reajuste, que, diferentemente do benefício, abrange toda a categoria e não apenas uma parcela. Além do mais, não trouxeram qualquer mudança em outros itens importantes, como o piso salarial, a PLR e as licenças maternidade e paternidade", ressalta Leonor Costa, coordenadora-geral do Sindicato.   

 

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 2% de ganho real 5% de aumento, sendo 3,5% em julho e 1,5% em dezembro retroativo a março.
Piso RS 2.571 R$ 2.359 (5%)
PLR 50% da remuneração  
    - Teto - R$ 3.100
    - Piso - R$ 2.450

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%

Resumo da Pauta dos trabalhadores

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 2% de ganho real

Piso -R$ 2.571
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 3.100
    - Piso - R$ 2.450
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).

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