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Os anúncios do presidente eleito Jair Bolsonaro, da ultradireita, vêm tirando o sossego dos trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação. Frente às ameaças de desemprego que se consolidarão caso seja cumprida a promessa de extinção da EBC, a categoria criou um comitê em defesa da empresa. A ideia é fortalecer o diálogo com a população, com o parlamento, com as entidades da sociedade civil e com o próprio governo sobre a importância da EBC e sua exigência constitucional.

“O clima é de medo. Não temos informação clara do que está acontecendo. Estamos apreensivos”, conta a integrante da Comissão de Empregados da EBC, Sumaia Villela. Há seis anos na empresa, Sumaia diz que a criação do comitê foi uma necessidade vista pelos próprios trabalhadores, e que a adesão ao grupo é positiva. “Nossa primeira reunião, realizada semana passada, somou 50 pessoas. A ideia é envolver ainda mais trabalhadores, não só aqui no DF, mas também nos outros estados.” A sede da EBC é no DF, mas a empresa também possui regionais em São Paulo, no Rio de Janeiro e Maranhão. Ao todo, cerca de dois mil trabalhadores atuam na EBC e cumprem com a missão de “criar e difundir conteúdos que contribuam para a formação crítica das pessoas”.

O dirigente do Sindicato dos Jornalistas do DF, Gésio Passos, alerta que, além do fim do emprego para cerca de dois mil trabalhadores, a extinção da EBC é um afronta à Constituição. “A EBC nasceu para cumprir uma demanda constitucional, de garantir complementaridade com os sistemas estatal e privado. Dentro de um sistema de comunicação totalmente oligopolizado como o nosso, ela exerce um papel de ampliar vozes, promover um entretenimento de qualidade, promover conteúdo de interesse público”, destaca.

O dirigente sindical ainda lembra que a EBC tem sido reconhecida e premiada pelo trabalho desenvolvido por seus veículos, programas e profissionais. Desde sua fundação, em 2007, a empresa conquistou 120 prêmios. “Das TVs abertas, só a TV Brasil, por exemplo, promove comunicação infantil; é maior exibidora de cinema nacional; alcança áreas no país que não são de interesse dos meios de comunicação privados”, afirma.

Sumaia Villela, trabalhadora da EBC, se refere à Rádio Nacional, onde atua, como “nosso tesouro”. “Em locais mais afastados, onde não há interesse comercial, como no Amazonas, por exemplo, as pessoas se comunicam pela rádio. A gente recebe pedidos para que passemos recados de uma pessoa para outra. Coisas do tipo ‘estou bem’ ou ‘semana que vem fulado vai passar aí’. Sem falar que somos nós que informamos essas pessoas sobre o que acontece na região, quais as políticas públicas desenvolvidas.”

Mesmo diante da importância da existência da EBC e de sua exigência constitucional, Jair Bolsonaro já afirmou que quer extinguir ou privatizar a empresa, pois, segundo ele, seus veículos não têm grandes índices de audiência e despende de um orçamento inchado.

Entretanto, segundo levantamento feito pelo portal UOL, só a TV Brasil obteve aumento de 64% de audiência e fechou o mês de julho de 2018 como a 10ª emissora mais vista do país. Na primeira entrevista coletiva do novo presidente, dada na última quinta-feira (1º/11), foi permitida a entrada de todas as TVs, menos da TV Brasil.

Fonte: CUT Brasília

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