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Publicado em Segunda, 17 Junho 2019 19:04
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A primeira grande Greve Geral organizada pela classe trabalhadora nesta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência e todos os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi vitoriosa na avaliação da CUT.

greve geral cut

 

Redação - CUT Brasília

A primeira grande Greve Geral organizada pela classe trabalhadora nesta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência e todos os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi vitoriosa. No Distrito Federal e Entorno, trabalhadores e trabalhadoras que também cruzaram os braços contra as políticas do governador Ibaneis Rocha (MDB) e de prefeitos que seguem a cartilha do retrocesso, mostraram que a paralisação foi apenas uma amostra do que as diversas categorias estão dispostas a fazer para garantir aposentadoria, emprego, direitos, renda e uma série de questões que estão na mira de investidas ultraliberais.

Antes do dia clarear, às 5h40, a BR-060 foi fechada. O mesmo aconteceu na BR-070. Ambas ligam Brasília a Goiás. Na rodoviária do Plano Piloto e das regiões administrativas, nenhum transporte coletivo. Escolas públicas e a Universidade de Brasília também ficaram fechadas. Na Esplanada dos Ministérios, servidores públicos federais no DF realizaram ato em frente ao Ministério da Economia. Nos bancos públicos e privados, pelo menos 90% do quadro de funcionários aderiu à greve. No entorno, servidores públicos municipais também pararam a produção e saíram às ruas contra o retrocesso. O comércio se acanhou com a participação dos comerciários no movimento paredista. Trabalhadores do transporte de valores também ficaram em casa nesta sexta. Urbanitários pararam a produção e se manifestaram contra a privatização das estatais. O Detran Taguatinga, Vadel e Gama fecharam 100%. Até aula pública sobre os prejuízos da reforma da Previdência, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações, foi realizada em pleno Setor Comercial Sul.

“No DF e no Brasil, a classe trabalhadora mostrou que não vai aceitar retrocesso. O movimento paredista de hoje, faz lembrar a frase do presidente Lula: ‘nunca mais ousem a duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora’. E é isso mesmo. Se Bolsonaro, Ibaneis ou quem quer que seja acha que vai fazer a classe trabalhadora de ‘gado’, eles estão muito enganados. Nós fomos forjados na luta e jamais recuaremos. A nossa luta contra esse desgoverno apenas começou”, disse o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

Quem com ferro fere

Fiel seguidor da cartilha anti-povo do presidente Jair Bolsonaro, o governador do DF, Ibaneis Rocha, afirmou que os trabalhadores rodoviários são “criminosos”. “Foram paralisações criminosas, no meu ponto de vista”, disse o governador ao portal Metrópoles.

A avaliação deturpada do principal representante do Executivo local tem como suposto respaldo uma decisão judicial que impedia o direito constitucional dos trabalhadores rodoviários de realizar greve. O governador, que já quis ter documento de identificação diferenciado da população em geral, trabalha para retirar direitos de servidores públicos e aposta na privatização de empresas públicas, ainda disse que vai fazer uma avaliação da paralisação das demais categorias de trabalhadores, antes de se manifestar.

Semente do ódio

Duas trabalhadores bancárias e dirigentes sindicais, uma delas aposentada, foram agredidas durante atividade realizada na Greve Geral desta sexta 14.

Louraci Morais, trabalhadora bancária aposentada do Itaú e dirigente sindical, foi jogada no chão por um contratado da Caixa que não aceitou a manifestação. Indignada, a filha de Louraci, Larissa Matosinhos, se posicionou nas redes sociais: “Minha mãe sofre de graves problemas de coluna. Acorda cedo, sai de casa doente para defender os direitos de todos os trabalhadores, e é esse o tratamento que recebe!”, disse. “Machistas, agressores e misóginos não passarão”, afirma a jovem no texto.

A dirigente da CUT Brasília, Vanessa Sobreira, que também é bancária, foi mais uma vítima. “Nós estávamos na porta do prédio da Caixa da 512 Norte, quando uma pessoa é contratada veio pra cima de mim, me empurrando, querendo passar pela faixa que a gente estava segurando. Eu segurei a camisa dele. Ele chamou a polícia e disse que eu tinha agredido ele. Quando a polícia chegou, eles quiseram levar meu documento. Eu disse que não, pois registraria um BO (Boletim de Ocorrência). Eles disseram que se eu não entregasse, eu seria levada por eles. Uma advogada nossa orientou a mostrar o documento, mesmo sem a necessidade, para que eles não tenham qualquer tipo de argumento para impedir futuras manifestações nossas”, contou.

Entretanto, Vanessa avalia que a postura violenta, casos isolados registrados na Greve Geral dessa sexta 14, são reflexo do ódio disseminado pelo próprio presidente Bolsonaro. “Eu entendi que essa agressão foi por esse discurso que o próprio governo tem colocado, acirrando o ódio entre as pessoas. Foi isso que gerou essa forma agressiva das pessoas terem chegado à nossa atividade”, refletiu.

Embora esses dois episódios, a Greve Geral dessa sexta-feira 14, que parou 45 milhões de trabalhadores em todo Brasil, segundo dados levantados pela CUT Nacional, teve o apoio da sociedade, que cada vez mais se indigna com os desgovernos de Bolsonaro e sua equipe.

Além de lutar contra a reforma da Previdência, a Greve Geral deste 14 de junho traz como pautas:

– A luta contra as privatizações e desmonte das empresas públicas

– A luta contra os ataques e desmonte do serviço público

– A luta por emprego, renda e direitos

– A luta pelo acesso democrático e popular à terra, dialogando com a reforma agrária, os povos originários dos quilombos e povos indígenas

– A luta por igualdade de oportunidades e direitos

– A luta pela garantia do Estado Democrático de Direito

Leia mais em http://bit.ly/2vBbaS1

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