Lançada em agosto, a campanha “O que faz um Sindicato?”visa mostrar a atuação do Sindicato, o seu funcionamento, os desafios e as formas de participação da categoria. Dentro da campanha são abordadas questões como a composição da diretoria, formada por voluntários e interessados na luta pela conquista dos direitos dos trabalhadores, a função fiscalizadora da entidade, as bandeiras de luta e os serviços disponíveis à categoria. A iniciativa conta com a distribuição de materiais explicativos e a criação de espaços de diálogo para que os jornalistas possam colocar suas dúvidas e impressões e receberem respostas.
O “Seminário Desafios da Formação em Jornalismo no DF”, realizado pelo SJPDF em maio, foi a primeira ação do Programa de Integração Escola-Mundo de Trabalho. Fruto da parceria entre o Sindicato e diversos cursos de comunicação social, o evento tratou da importância das teorias para a formação e da mudança de ferramentas tecnológicas utilizadas dentro da área de comunicação. No segundo semestre, os diretores do sindicato participaram de debates nas faculdades Anhanguera, Estácio de Sá e IESB que também fazem parte do programa.
Preocupada com as mudanças dos últimos anos no mercado de jornalismo e com as consequências disso para a categoria, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas criou em julho o projeto "Futuro do Jornalismo". O objetivo é promover debates periódicos sobre os desafios e as transformações da profissão, a realidade dos locais de trabalho e as alterações nas condições de produzir informações de qualidade. Entre os temas que serão objeto de debate estão o papel de plataformas como Facebook e Google, a produção "multimídia", a crise dos veículos impressos, a distribuição de notícias pelas redes sociais e o impacto das tecnologias digitais na produção informativa. Em setembro a entidade promoveu o primeiro debate do projeto intitulado “Crise dos Impressos e o Futuro do Jornalismo”. Participaram da atividade o pesquisador e professor da Universidade Católica de Brasília Alberto Marques, o repórter fotográfico da Folha de São Paulo e diretor do SJPDF Alan Marques e o jornalista Renato Ferraz, que trabalhou mais de duas décadas no Correio Braziliense.
Pesquisa - Outro braço da iniciativa será o levantamento de diagnóstico sobre as transformações nas redações. Uma parceria será firmada com a Universidade Católica de Brasília para uma pesquisa sobre os processos produtivos nas redações. O diálogo também está sendo buscado com cursos de graduação e pós-graduação que estão debatendo o tema.
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF esteve em junho em São Paulo para participar de reuniões com as áreas de recursos humanos do Estado de S. Paulo, da Veja e da Folha de S. Paulo. O objetivo foi discutir problemas nas sucursais dos veículos em Brasília, como a falta de controle de jornada, o excesso de jornada e os acordos para profissionais demitidos no primeiro semestre. No caso da Folha e da Veja, o SJPDF reivindicou participar da definição das regras de controle de jornada que serão debatidas com o sindicato de São Paulo.
Estadão
O Estado de S. Paulo, diferentemente dos demais, segue a Convenção Coletiva de Trabalho do DF. Em reuniões com a matriz e com a sucursal, ficaram constatadas a ausência de controle de jornada e irregularidades no pagamento das horas-extras. Depois disso, o Sindicato cobrou repetidas vezes que a empresa passe a respeitar a legislação e a CCT e lembrou que os problemas abrem espaço para questionamentos na Justiça do Trabalho.