Organizações sociais de defesa à liberdade de imprensa e direitos humanos realizam nesta quinta, dia 20 de Junho, às 14h, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, coletiva de imprensa para discutir as recentes violações à liberdade de imprensa e de expressão nas últimas manifestações pela redução da tarifa do transporte público.
Frente às agressões e prisões de jornalistas e comunicadores que estavam em exercício da profissão, as organizações lançarão carta de repúdio às graves violações ao direito da imprensa e à liberdade de expressão e manifestação, pedindo medidas concretas para apuração de responsabilidades.
Nessa perspectiva, as entidades subscritas na carta reiteram a necessidade de, entre outros pontos, a criação de um grupo de trabalho em âmbito estadual para adoção de medidas específicas de proteção à liberdade de imprensa em manifestações, com sugestão de participação da Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, organizações da sociedade civil, incluindo o Sindicato dos Jornalistas.
Na coletiva estarão presentes os seguintes representantes das entidades: Repórteres sem Fronteiras, Conectas Direitos Humanos, Aprendiz, Artigo 19 e Fórum Nacional pela
Democratização da Comunicação.
Serviço:
Coletiva de Imprensa
Data: 20/06/2013 às 14h
Local: Auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo localizado
Endereço: Rua Rego Freitas, 530 – sobreloja.
NOTA
As organizações de jornalistas e de defesa de direitos humanos abaixo assinadas, preocupadas com a garantia da liberdade de imprensa e da liberdade de manifestação e expressão, vêm a público manifestar:
Nesse sentido, reivindicamos as seguintes ações:
As organizações também consideram fundamental o acompanhamento do Grupo de Trabalho sobre proteção a jornalistas da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e a denúncia dos casos às relatorias de liberdade de expressão da OEA e da ONU.
Salientamos, por fim, que a violência contra jornalistas e comunicadores atenta não apenas contra os profissionais e veículos envolvidos, mas contra o direito de toda a sociedade a ser informada.
Assinam a nota: Aprendiz, Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Instituto Vladimir Herzog, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Repórteres Sem Fronteiras, Repórter Brasil, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Departamento de Jornalismo da PUC-SP, Instituto Palavra Aberta , Knight Center para o Jornalismo nas Américas, Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian Advogados, UNIC-Centro de Informações da ONU, UNIRR - União e Inclusão em Redes e Rádio, Carta Maior, Oboré, Zora Mídia, Catarina Cristo de Oliveira Barros Amaral, Daniel Cassol, Denise O. Freire, Eduardo Nunomura, Fausto Salvadori Filho, José Arbex Júnior, Juliana Moreira, Kathia Natalie Gomes, Laurindo Leal Filho, Leonardo Sakamoto, Luiz Carlos Azenha, Luciana Burlamaqui, Natasha de Freitas Moreira e Nelson Lin.
Nesta quinta-feira (20/6), o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) disse que avalia impetrar uma ação coletiva contra o governo do Estado de São Paulo em razão das agressões aos profissionais de imprensa durante as manifestações contra o reajuste das tarifas de transporte público.
Segundo o UOL, o presidente da entidade, José Augusto de Oliveira Camargo, disse que a maioria dos jornalistas agredidos nos protestos sofreram violência por parte da polícia.
No levantamento do sindicato, cerca de 20 profissionais de imprensa foram agredidos durante os eventos. "O governo do Estado, como responsável direto pela PM, precisa ser envolvido na discussão. Nosso departamento jurídico já estuda medidas cabíveis."
Camargo também lembrou que nas últimas manifestações, jornalista foram agredidos pelos próprios manifestantes. Segundo ele, a crítica às emissoras levou à violência e se comprometeu a conversar com os movimentos sociais com a intenção de coibir futuros episódios de violência policial.
Por causa do jogo da Brasil na Copa das Confederações, a diretoria do SJPDF informa que irá funcionar até às 14h.
Nesta terça-feira, 18/6, um grupo de manifestantes incendiaram o carro de transmissão da TV Record, que fazia a cobertura do protesto.De acordo com a repórter Fabiana Panachão, o grupo que ateou fogo ao veículo apedrejou a equipe antes do ato. “Eles chegaram com os rostos cobertos e disseram que não éramos bem-vindos, que deveríamos tirar o carro do link. Mas não deu tempo. Eles apedrejaram nossa equipe, nós tivemos que correr e eles atearam fogo no carro”, contou a jornalista, ao vivo, durante o programa “Cidade Alerta”. Nenhum dos funcionários da emissora que estavam no carro se feriram.
A emissora emitiu comunicado, no qual afirma ter certeza ter sido atacada por "uma minoria de vândalos".
"A Rede Record de Televisão vem a público informar que todos os profissionais que trabalhavam na transmissão ao vivo das manifestações em São Paulo escaparam ilesos do incêndio no caminhão usado para a captação de imagens. O protesto na porta da Prefeitura de São Paulo que teve momentos de tensão com a tentativa de invasão do prédio já estava esvaziado.A grande maioria dos manifestantes já tinha deixado o local em passeata. Por isso, a Record tem a certeza de que foi atacada por uma minoria de vândalos. Antes que o carro saísse, um grupo atacou o veículo com pedras e depois colocou fogo nos equipamentos. A Record reafirma o seu compromisso de transmitir com fidelidade o protesto pacífico de milhares de pessoas nas ruas brasileiras e lamenta apenas que pequenos grupos tentem impor as suas ideias pela violência."
A manifestação desta terça é a sexta organizada pelo MPL, em protesto ao aumento das passagens dos ônibus e trens na cidade de R$ 3,00 para R$ 3,20. Na última segunda, de acordo com a Policia Militar, cerca de 65 mil pessoas foram às ruas de São Paulo (SP).
Com informações do Portal Imprensa