Este é o primeiro da série de documentos "Revisão do PECS - A contribuição dos trabalhadores".
O Ministério das Comunicações terá reuniões periódicas com entidades que defendem a democratização da mídia para debater políticas públicas para o setor. A decisão foi anunciada nessa quinta-feira, 11, pelo Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC), após reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República, em Brasília.
A reunião dessa quinta foi marcada para tratar das políticas públicas de banda larga no país. Entidades da sociedade civil defendem que o serviço deve ser prestado em regime público, na mesma linha da telefonia fixa. Segundo elas, essa medida garantiria a universalização do acesso.
Em abril, o secretário-executivo da secretaria geral da Presidência da República, Diogo Santana, comprometeu-se a propor uma mesa de diálogos com a sociedade para debater sobre a universalização da internet.
Os encontros devem ocorrer com intervalo de 20 dias e contarão com a participação do Ministério da Cultura e da Justiça.
As mais de 250 demissões de profissionais da imprensa somente em São Paulo e os problemas que a mídia impressa vem enfrentando foram alguns dos pontos destacados pela reportagem especial da The Economist. Publicada nesta semana, a matéria afirma que os meios de comunicação no Brasil não têm conseguido se adaptar à revolução causada pela internet.
Para a revista, o mercado esperava que a ascensão da classe média trouxesse novos leitores, o que não aconteceu, pois muitos usuários preferem ler notícias na internet e em redes sociais. "Estamos no meio de uma tempestade. Todos estão tentando produzir conteúdo e notícias de qualidade e se manter rentáveis num ambiente hostil", afirma à publicação o ex-presidente da Associação Mundial de Jornais, Jayme Sirotsky.
Além de Sirotsky, que também é presidente do Grupo RBS, a produção da reportagem contou com a participação de outro brasileiro, o diretor de conteúdo do Estado de S. Paulo, Ricardo Gandour. Na ocasião, ele disse estar perdido e afirmou que a fragmentação da informação pode ser prejudicial à democracia.
A The Economist também aponta que, embora os veículos tradicionais tenham sido criticados durante as manifestações, muitas pessoas se informaram por meio deles. "Quando questionados sobre como descobriram o que estava acontecendo, seis de cada dez protestantes disseram ter se voltado para fontes de informação como Folha de S. Paulo, TV Globo e O Estado de S. Paulo".
A exemplo do que aconteceu na sexta-feira, 12, os profissionais da Band Santa Catarina, afiliada da Band no estado, estão com os braços cruzados nesta segunda-feira, 15. As atividades estão paralisadas e, com isso, a emissora não exibirá o conteúdo local.
Os cerca de 30 funcionários do veículo reivindicam o pagamento do salário referente ao mês de junho, que deveria ter sido depositado no dia 5 deste mês. Com o atraso, os colaboradores decidiram cancelar a transmissão dos regionais ‘Jogo Aberto SC’ (12h30), ‘Notícias da Redação’ (13h), ‘Olhares’ (13h30) e ‘Band Cidade’ (18h50).
Jornalistas e a equipe técnica estão na redação e nos estúdios da Band, mas não exercem suas funções. A previsão é de que as atividades voltem ao normal nesta terça-feira, 16.
Funcionários, representantes do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e a direção da empresa estão reunidos para negociar o pagamento em atraso.