Baseado em práticas usadas pelo site ((o))eco para localizar desmatamento na bacia do Amazonas, o projeto “Flag it! – Usando ferramentas ambientais para mapear questões ambientais” procura dois jornalistas brasileiros para treinamento de sete dias. O curso será realizado em Manila (Filipinas) e Bucareste (Romênia) em setembro e outubro, respectivamente. A bolsa de estudos permitirá que jovens profissionais da comunicação aprendam a usar o mapeamento digital para descobrir e desenvolver possíveis pautas.
Para se inscrever, os profissionais precisam ter entre 18 e 35 anos, cidadãos ou residentes legais dos seguintes países: Brasil (duas vagas), Filipinas (uma vaga), Nigéria (duas vagas), Roménia (uma vaga), Letônia (uma vaga) e todos os países em que estão localizadas as organizações participantes da EuropeanYouth Press (EYP) (duas vagas). A bolsa exige inglês intermediário, conhecimento em informática, em mídias sociais e experiência comprovada em reportagens ambientais.
Segundo informações da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), os escolhidos terão oportunidade de publicar suas matérias e trabalhos desenvolvidos durante o curso no site ((o))eco. Os autores das quatro melhores reportagens irão cobrir a Conferência das Partes (COP 19) na Polônia em novembro de 2013. Além disso, o treinamento vai trabalhar tópicos como geojornalismo, jornalismo e visualização de dados, criação de mapas interativos, crowdsourcing, uso de ferramentas como o Google Maps, Google Earth, Google Fusion Tables, Crowdmap, Ushahidi e Geocommons, etc. As inscrições estão na segunda chamada e vão até o dia 23 de Julho.
O projeto Flag it! é feito em parceria com a EuropeanYouth Press, a Rede de Jornalistas Ambientais das Filipinas (PNEJ), a Associação Nigeriana de Jornalistas de Ciência (NASJ), a Associação de Estudantes em Jornalismo e Estudos de Comunicação (ASJC) da Roménia e o Fórum para estudantes europeus de jornalismo da Letônia. As despesas de viagem, alojamento e alimentação são cobertas pelo evento. Para se inscrever, basta preencher o formulário no site. Perguntas relacionadas ao processo de seleção podem ser enviadas para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Este é o primeiro da série de documentos "Revisão do PECS - A contribuição dos trabalhadores".
O Ministério das Comunicações terá reuniões periódicas com entidades que defendem a democratização da mídia para debater políticas públicas para o setor. A decisão foi anunciada nessa quinta-feira, 11, pelo Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC), após reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República, em Brasília.
A reunião dessa quinta foi marcada para tratar das políticas públicas de banda larga no país. Entidades da sociedade civil defendem que o serviço deve ser prestado em regime público, na mesma linha da telefonia fixa. Segundo elas, essa medida garantiria a universalização do acesso.
Em abril, o secretário-executivo da secretaria geral da Presidência da República, Diogo Santana, comprometeu-se a propor uma mesa de diálogos com a sociedade para debater sobre a universalização da internet.
Os encontros devem ocorrer com intervalo de 20 dias e contarão com a participação do Ministério da Cultura e da Justiça.
As mais de 250 demissões de profissionais da imprensa somente em São Paulo e os problemas que a mídia impressa vem enfrentando foram alguns dos pontos destacados pela reportagem especial da The Economist. Publicada nesta semana, a matéria afirma que os meios de comunicação no Brasil não têm conseguido se adaptar à revolução causada pela internet.
Para a revista, o mercado esperava que a ascensão da classe média trouxesse novos leitores, o que não aconteceu, pois muitos usuários preferem ler notícias na internet e em redes sociais. "Estamos no meio de uma tempestade. Todos estão tentando produzir conteúdo e notícias de qualidade e se manter rentáveis num ambiente hostil", afirma à publicação o ex-presidente da Associação Mundial de Jornais, Jayme Sirotsky.
Além de Sirotsky, que também é presidente do Grupo RBS, a produção da reportagem contou com a participação de outro brasileiro, o diretor de conteúdo do Estado de S. Paulo, Ricardo Gandour. Na ocasião, ele disse estar perdido e afirmou que a fragmentação da informação pode ser prejudicial à democracia.
A The Economist também aponta que, embora os veículos tradicionais tenham sido criticados durante as manifestações, muitas pessoas se informaram por meio deles. "Quando questionados sobre como descobriram o que estava acontecendo, seis de cada dez protestantes disseram ter se voltado para fontes de informação como Folha de S. Paulo, TV Globo e O Estado de S. Paulo".