A Plansul foi condenada a pagar reajustes salariais e PLR para os funcionários que não receberam os benefícios.
Dentro de três semanas os jornalistas brasileiros elegerão, pelo voto direto e secreto, a nova direção da FENAJ e Comissão Nacional de Ética. Por isso a Comissão Eleitoral Nacional pede aos Sindicatos de Jornalistas, às chapas e candidaturas avulsas inscritas atenção aos prazos e colaboração nos encaminhamentos necessários para o bom andamento do processo. Em vários estados haverá eleição para as direções dos Sindicatos de Jornalistas simultaneamente à eleição da FENAJ.
Benildes Rodrigues, presidente da CEN, lembra que a FENAJ é a única federação de trabalhadores no Brasil, e uma das poucas no mundo que desenvolve um processo eleitoral com a participação direta da categoria. “E num momento de grandes manifestações no país, esperamos que também os jornalistas dêem exemplo e participem deste processo eleitoral fortalecer a FENAJ e as lutas nacionais da categoria”, ressalta. “Neste sentido é importante que todos busquem regularizar suas situações junto aos Sindicatos, não deixando para a última hora”, recomenda.
A organização da eleição nos estados estará a cargo de Comissões Eleitorais Locais (CEL). O prazo para a constituição destas comissões expirou no dia 17 de junho. Ainda assim, alguns Sindicatos não comunicaram a composição. Por isso a Comissão Eleitoral Nacional solicita que o façam com urgência, encaminhando email para a Secretaria da FENAJ (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.).
Concorrem à eleição da FENAJ - a realizar-se de 16 a 18 de julho - a chapa 1, "Sou Jornalista, Sou FENAJ!", e a chapa 2, "Luta, FENAJ!", além de duas chapas e duas candidaturas avulsas para a Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas. Para que a chapa mais votada seja proclamada vencedora em primeiro turno é necessário um quorum nacional de participação de 30% dos jornalistas aptos a votar.
A CEN lembra aos Sindicatos que, conforme o Regimento Eleitoral da FENAJ, o prazo para envio da lista dos jornalistas aptos a votar (aqueles sindicalizados até 16 de abril e em dia com a Tesouraria das entidades) expira em 06 de julho. A lista dos aptos definirá o colégio eleitoral. “É importante, também, que os Sindicatos informem se em suas bases a eleição será realizada em 1, 2 ou 3 dias”, destaca Benildes.
Também com relação ao calendário eleitoral, os Sindicatos devem encaminhar, até 15 dias antes do primeiro dia da eleição, a composição das mesas Receptora e Apuradora de votos (a serem compostas por pelo menos um presidente e um mesário) para a CEN, aos cuidados da Secretaria da FENAJ. Já as chapas e candidatos avulsos têm prazo de até 48 horas antes do início do pleito em cada estado/região para indicarem às Comissões Eleitorais Locais um fiscal e um suplente, atuando um de cada vez, perante as Mesas Receptoras de votos, inclusive das urnas itinerantes. A cédula eleitoral já foi encaminhada aos estados para que sejam distribuídas em tempo hábil para as cidades onde haverá eleição.
Filiados e funcionários do SJPDF terão 10% de desconto em mensalidades dos cursos de graduação e da pós-graduação.
Abraji repudia violações contra 52 jornalistas durante cobertura dos protestos
Desde o início dos protestos contra o aumento do preço das passagens de ônibus, mais de 50 profissionais da imprensa foram agredidos, hostilizados ou presos no Brasil. Levantamento realizado pela Abraji com informações de sindicatos, redações e da ONG Repórteres Sem Fronteiras indica pelo menos 53 casos de violação contra 52 jornalistas (o repórter Leandro Machado, da Folha de S.Paulo, foi preso num dia e agredido em outro).
Das 53 ocorrências levantadas, 34 se referem a agressão, hostilidade ou ameaça por parte da polícia. Outros seis casos são de prisão (por períodos que variam de poucos minutos até três dias - caso do repórter do portal Aprendiz Pedro Ribeiro Nogueira, indiciado por formação de quadrilha). Outras 12 ocorrências foram protagonizadas por manifestantes, e em um dos casos não foi possível identificar o que causou o ferimento a um profissional.
O levantamento realizado pela Abraji é parcial: há casos que podem não ter sido computados por diversas razões, inclusive quando veículos ou jornalistas preferem não ter suas estatísticas divulgadas.
Foram registrados episódios de agressão em 11 cidades brasileiras. São Paulo foi o local onde houve mais casos – 25, quase a metade do total. Fortaleza vem logo em seguida, com seis casos. O Rio de Janeiro teve cinco. O jornal Folha de S.Paulo foi o veículo com mais vitimas: 7 profissionais, entre repórteres e fotógrafos.
O trabalho dos repórteres de todos os meios que estão nas ruas cumprindo com o dever de manter a sociedade bem informada deve ser respeitado, independentemente de suas preferências políticas e dos meios em que informam. Repórteres cobrem hoje as manifestações com o mesmo profissionalismo e destemor com que cobriram as grandes passeatas contra a ditadura, a campanha das Diretas Já, a campanha pelo impeachment de Fernando Collor.
A Abraji repudia a violência da polícia contra manifestantes pacíficos e jornalistas e repudia igualmente a hostilidade de alguns manifestantes contra os trabalhadores dos meios de comunicação, como repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e motoristas. Impedir ou dificultar o trabalho da imprensa é agir contra a democracia.